Blog de intimidades de uma acompanhante… para relacionamento sério.

Amante Profissional - Diário íntimo.

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Notícia: o meu livro, «Alugo o Meu Corpo», publicado em Portugal pela Dom Quixote em 2007, chegou ao Brasil pela Editora Planeta. COMPRE AQUI.





agosto 18th, 2010 at 12:00 pm

Um site para as acompanhantes modernas

Publicado na categoria: Todos os posts, Universo das acompanhantes
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Por diversas vezes vocês me viram criticar sites de anúncios para acompanhantes. Não era criticar por criticar, criticava basicamente por uma ou várias destas razões:

- Sites que pareciam querer criar “moldes” para o escorting, moldes estes que nada tinham a ver com o verdadeiro escorting;
- Sites que pareciam querer explorar vulnerabilidades ou fragilidades daquelas ou daqueles que fazem parte do sector;
- Sites que pareciam não se preocupar com questões essenciais que, queira ou não queira, esbarram no escorting, como por exemplo o tráfico de seres humanos para fins de exploração sexual, proxenetismo, prostituição de menores, etc.
- Sites que pareciam expor, meramente, carne de talho, colocando a mulher apenas como um simples e acessível objecto;
- Sites concebidos por pessoas que pouco entendiam do sector, e que com isto, ao invés de ajudarem, apenas atrapalhavam;
- Sites que traziam a palavra “acompanhante” apenas como uma espécie de eufemismo, reforçando na verdade o velho conceito de “casa de convívio”;
- Sites que até podiam fazer muita coisa, excepto promover as acompanhantes e promovê-las enquanto tal (enquanto acompanhantes);
- Sites que não acrescentavam nada de novo, etc.

Hoje, entretanto, este post é para falar bem…

Coisa de alguns meses - e se só falo nele agora é porque é preciso isto, tempo para avaliar um trabalho sério - fui convidada para participar no Royal Escorts. Geralmente, quando surge um site novo, sempre me dizem «É um site diferente», e, no geral… na maioria das vezes não é, risos, mas no caso do Royal pode-se dizer que sim, porque não se compara ao que existe em Portugal no momento.

Tenho visto o trabalho de divulgação do Royal e tenho apreciado o profissionalismo. Inclusive porque percebo um empenho na compreensão do sector e de fazer do site um reflexo disto, ou, se tratando da realidade actual por aqui, “disto passado por um funil”, melhor dizendo.

Antes de mais nada, defino o Royal como um site moderno: as acompanhantes podem gerir as informações do perfil, o que é mesmo excelente para qualquer acompanhante actual, porque não tem coisa pior do que ter que ficar ligando para o gestor ou webmaster de um site para pedir para mudar isto ou aquilo sempre que se torna necessário alterar alguma informação.

Devo dizer que não sei se seria algo no qual eu apostaria neste momento. Digo, em Portugal, se tratando de acompanhantes, a coisa ainda está muito atrasada, foram muito poucas as que evoluíram com o tempo, que entenderam a necessidade das novas tecnologias, a necessidade de acompanharmos a roda que gira e o mundo que muda a cada segundo, e ainda são poucas, muito poucas as que gerem as suas agendas e “carreiras”, se é que podemos chamar assim (ou mesmo que, inclusive, entendam o que é isto). O que quero dizer é que, pelo menos internacionalmente, um grande número de acompanhantes já entendeu quais são as novas regras do sector e quais são as mais recentes estratégias de marketing, e o quão a presença da acompanhante, da pessoa acompanhante, e a sua participação activa, ou pelo menos seu acompanhamento frequente nas suas campanhas de divulgação, hoje é importante, mais que isto, imprescindível. Não acontece apenas com acompanhantes, acontece também com empresas e serviços dos mais diversos nichos, as pessoas querem saber que existe uma pessoa por detrás da imagem e do nome.

Quanto a Portugal, pelo menos, a coisa ainda está muito lenta. A maioria das acompanhantes pensa que, ser acompanhante - e na concepção delas, ser uma acompanhante “moderna” - é apenas isto: tirar fotos, pagar alguém para colocar o anúncio com as fotos, ficar em casa atendendo o telefone e atender clientes, e já acham que tudo isto já é muito moderno porque, nos tempos em que nem havia sites, não era nem mesmo necessário ter que pensar em fotos, era apenas colocar anúncio, atender telefone e clientes.

São muito poucas as acompanhantes participativas, ou que pensam para além do acto de receber um cliente e receber os honorários dele. Muitas, nem ao menos, têm noção das responsabilidades que têm - com elas próprias, com os clientes, com o sector, com a sociedade de um modo geral - por serem acompanhantes. Algumas, devo dizer, continuam sendo garotas de programa, com o diferencial de terem honorários de acompanhantes. E mais outras, talvez uma boa parte, apenas querem saber a maneira mais fácil, mais rápida e mais lucrativa de fazer as coisas - de preferência que não sejam elas a ter que fazer isto tudo!

É claro que não estou falando de todas: há um pequeno grupo, por exemplo boa parte das meninas do Royal - nota: comecei a escrever este post no dia 12 de Agosto e possivelmente ele não será editado antes da publicação, é natural que esteja me referindo às meninas que já lá estavam nesta altura - que sempre estou vendo aqui ou acolá, activas, criando, participando, são exemplos como estes, pequenos, raros, mas que existem sim em Portugal.

Só é um grupo pequeno, mínimo, dizer que estou falando de 1% do sector já seria um terrível exagero, e por isto eu disse, num parágrafo mais cedo, que não sei se apostaria nisto neste momento, mas é de louvar a coragem, alguém tem que dar o pontapé de partida, não é mesmo? São estes os inovadores, os que arriscam, e que criam algo novo, independente até mesmo da direcção para onde o vento está soprando.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
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agosto 16th, 2010 at 1:00 pm

O aspecto físico de uma acompanhante de luxo (5)

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« Parte 4

Vou dar um exemplo sobre o que estava falando no último post desta série: coisa de alguns meses atrás, quando elaborava um anúncio para um trabalho que ia fazer internacionalmente, pedi a opinião de um cliente - internacional - sobre o texto em questão. Não era um cliente qualquer, era um dos meus melhores clientes, e não era um cliente com pouca experiência no sector, mas um homem exigente, que já terá solicitado encontros com escorts de elite em quase todos os Continentes, e que portanto também conhecia o sector em outros países. E também não é cliente que paga uma hora de encontro, mas cliente que paga por fim-de-semana, isto para dizer que, uma hora com uma pessoa, até pode ser fácil para a maioria, mas, ficar um fim-de-semana inteiro com uma escort, só se ele realmente gostar dela e da companhia dela.

Sincero como sempre foi comigo, disse-me frontalmente que não tinha gostado do texto. Achara-o fraco, despretensioso, demasiado humilde. Disse ele que, nem de longe, o texto reflectia as minhas qualidades enquanto acompanhante e enquanto pessoa. Ele, que já diversas vezes havia estado comigo, dizia que aquela, que eu tentava mostrar num anúncio, era apenas uma gota de mim.

Perguntava-me ele, com tom de quem vai enfiar o dedo na ferida: Por que pareces ter medo de mostrar o que tens de melhor?

Eu ainda tentei defender aquela minha velha opinião de que, o que somos para os outros, é o reflexo do que os outros são para nós, ou seja, eu só era assim tão boa para ele porque ele - isto é a pura verdade -, é uma excelente pessoa comigo, e ainda tentei exemplificar, lembrando os tempos do bordel, em que não valia a pena eu fazer o que faço hoje, ter tanto profissionalismo, e querer dar tanto a um homem que, afinal, se contenta com pouco ou no máximo quereria muito pouco, e é verdade, eu acredito bastante nisso, neste reflexo, acredito inclusive numa “química” ou “sintonia” entre duas pessoas, e de tudo isto condicionar uma opinião que não será “global”, é claro que aquele cliente, com quem tive “química” ou “sintonia”, vai gostar muito mais de mim do que aquele com quem não tive nada disto, até porque vou reagir de forma muito natural a ele, por ter gostado verdadeiramente dele, assim e vice-e-versa, é claro que vou também reagir positivamente com aquele que demonstrar “química” ou “sintonia” comigo, e aos nossos olhos tudo vai ser perfeito porque para nós a situação é perfeita, como duas peças que se encaixam num quebra-cabeças. E daí eu também me conheço e sei que me saboto às vezes, inclusive propositadamente, até porque eu não quero dar o melhor de mim para quem não merecer o melhor de mim, e até prefiro que não goste de mim, e que nunca mais volte a me procurar, aquele que não me interessar, imagine por exemplo um cara arrogante, imbecil, pra quê que eu vou ficar dando o melhor de mim para um cara assim?, mas pelo contrário, um cara simples, gente boa, irá ter tudo de mim, mas também aos poucos, porque eu sou flor que só se abre se for regada.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
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agosto 15th, 2010 at 11:00 am

O aspecto físico de uma acompanhante de luxo (4)

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« Parte 3

Apesar de ter dito que sim, gosto muito de mim, do meu corpo e do meu rosto, e que, apesar dos defeitos, não os trocaria por nenhum outro, eu não faço o género “ai meu Deus eu sou o máximo”.

O que quero dizer com isto é que não sou o tipo de pessoa que fica se gabando, se achando a última bolacha do pacote. Sim, sempre tive muita facilidade em atrair os homens, isto sempre foi algo que aconteceu na minha vida, naturalmente, mas é justamente por isto, por acontecer naturalmente, que eu também sempre reagi a isto de forma natural.

Com isto, é normal que pareça, por um determinado ângulo, que eu esteja me reduzindo, me rebaixando, por não ser capaz de ficar falando sobre as minhas qualidades ou sobre as minhas conquistas. Mas, por outro lado, às vezes penso que talvez sejam as pessoas que falam demasiado sobre as suas qualidades, o que faz parecer que eu falo pouco sobre as minhas.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação…

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agosto 14th, 2010 at 12:00 pm

Quando o texto de uma acompanhante… parece ter sido escrito por um homem

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Não é querendo falar mal não… Só estou falando porque, se eu reparei, muitas outras pessoas podem reparar também… É só para dar a dica…

Dia desses estava lendo o texto de um anúncio de uma colega e tenho quase toda a certeza: o texto dela foi escrito por um homem!

Não estou dizendo que não esteja bem escrito, eu só não consigo sentir a alma feminina ali. Só consigo sentir um homem, descrevendo uma mulher da forma que ele a vê, ou da forma que ele gostaria de vê-la e que pensa que será igualmente atractiva para outros homens.

Alguns poderão considerar sexismo, mas existe sim uma linguagem feminina e uma linguagem masculina (pelo menos nisto da “auto-descrição para fins sexuais” ou do “marketing sexual“, dado que a intenção é esta, dar-se a conhecer e atrair as pessoas por estas características descritas). Homens vão reparar em certos pormenores, mulheres em outros, homens vão dar atenção a certos aspectos, mulheres a outros.

Tem um cara que, durante um tempo, ficava me mandando mensagens sms se fazendo passar por mulher. Mas sabe o que é curioso? Em poucas mensagens eu já acabava por descobrir que não se tratava de uma mulher, mas de um homem se fazendo passar por mulher, possivelmente por ser esta a fantasia dele. Como eu descobri? Pela linguagem, a comunicação de uma mulher não seria assim. Apesar de não nos conhecermos ainda, hoje até já não levo a mal as mensagens que ele me envia, e até acho que já somos quase amigos. Mas poderia não ter corrido bem, por ele ter se feito passar por uma coisa que não é…

Fui treinada no sexphone por um homem, foi ele que me ensinou tudo aquilo que devia falar ao telefone para cativar aqueles que nos ligavam. (Note: o foco do sexphone é a fantasia, não há encontros ao vivo, e todo o estímulo é ao imaginário, e tudo é concebido apenas para alimentar o imaginário através da voz e de estímulos específicos). Ele estava certo? Sim, estava certo, fazendo tudo o que ele falou que eu conseguia ter sempre clientes no sexphone, mas, se fosse para ser eu mesma, é verdade que eu não ia ser exactamente como ele tinha ensinado, estou falando sobre ser genuíno, ser você mesmo, e expressar-se como tal, ao invés de apenas se tornar “aquilo que o outro quer ver ou ouvir”, como mais ou menos uma espécie de “produto” concebido para um mercado específico.

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agosto 12th, 2010 at 12:16 pm

Quando já não me lembro dos homens com os quais já fui para a cama

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Não tenho orgulho disto, apenas estou sendo sincera: às vezes não me lembro de alguns homens com os quais já fui para a cama.

Ontem, por exemplo, tinha uma marcação com um cliente e, quando fui abrir a porta, logo pensei: «Ulalá». Fisicamente ele me agradava - há homens que realmente ficam bem de barba!, note, eu não gosto de bigode, mas a barba, em certos homens, acho que fica mesmo muito bem -, era todo charmoso (o tipo de homem que, com certeza, me faria virar o pescoço na rua)… o único detalhe é que a minha reacção era como se estivesse a vê-lo pela primeira vez na minha vida, quando, na verdade, eu até já fiz sexo com ele!

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agosto 11th, 2010 at 7:00 pm

Acompanhante em Lisboa, minhas idas e vindas

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acompanhante independente em lisboaLisboa é a cidade que aprendi a conhecer e a amar, e se pudesse ficava aqui o tempo todo, sou do tipo que cria raiz.

Mas não dá para ser assim porque a vida é uma roda que está sempre girando, e que nunca pode parar, e daí vez ou outra sempre há compromissos e situações - seja da minha vida enquanto acompanhante, seja da minha vida pessoal - que me colocam fora da cidade que tanto amo.

Era mais fácil quando eu atendia como o fazem as casas de convívio, isto antes de eu ter me tornado escort. Era tudo mais simples, pelo menos: o cliente bastava me ligar e eu estava ali, todos os dias, o dia inteiro. E era mais fácil para mim também, a vida pelo menos era mais previsível. Mais bonita talvez não, mas previsível era, o que é bom para uma pessoa (que tenta ser) organizada como eu.

Mas como disse a roda tem que girar, e eu sou um pássaro livre, que voa por todos os cantos.

Dito isto, é só para lembrar que há uma página no meu site/blog escort.amanteprofissional.com que é exclusivamente destinada àqueles clientes ou aspirantes a clientes que querem saber sempre quando estou em Lisboa: é a página Acompanhante em Tour:: Touring Escort:: Minhas vindas para Lisboa (Para receber informações sobre), e o link para esta página também se encontra na página «Em caso de ausência» que faz parte da lista de páginas básicas do meu site/blog.

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agosto 11th, 2010 at 4:54 pm

Acompanhantes e casas de convívio do Porto em alerta

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Vira e mexe chega aos nossos ouvidos a notícia de que alguma menina - acompanhante - ou casa de convívio foi roubada. O babado da semana é sobre uma casa de convívio no Porto, que foi roubada por dois assaltantes.

Vendo assim de fora, o raciocínio dos assaltantes me parece óbvio: foram em dois porque supõem que em dois conseguem alguma vantagem caso haja apenas uma presença masculina na casa - um chulo, um namorado de alguma das meninas, um segurança.

Está muito claro o quanto se pensa que, o dinheiro que ela ganha, é fácil, como se lhe caísse ao colo, como se entre as pernas dela houvesse uma máquina registadora, e não parasse de entrar dinheiro. Daí um assaltante, quando rouba uma casa de convívio, pensa que, rapidamente, ela poderá ter retorno daquele dinheiro que lhe foi tomado, como se nem lhe fizesse falta, como se nem tivesse sido difícil ganhá-lo, mas não é bem assim, tem casos em que a menina tem que fazer vários e vários e vários clientes para ganhar uma pequena quantia, fora o facto de às vezes ter que pagar diária, e fora que, amanhã, nunca há garantia de que você vai ganhar o mesmo que ganhou ontem, acrescente-se o trauma psicológico também, o medo, o pânico, a revolta, nada disto ajuda.

Na maioria dos casos, estes assaltantes aparecem como se fossem clientes, e é por isto que muito cliente não entende que, certos comportamentos de uma acompanhante ou de uma casa de convívio, têm que ser como são porque nunca se sabe se é mesmo um cliente ou um possível assaltante convidando a si próprio para entrar no apartamento dela…

P.S.: Em geral, quando ouvimos falar de um assalto em uma casa de convívio, logo a seguir ouvimos falar sobre outro assalto em outra casa de convívio em alguma cidade vizinha. Meninas fiquem em alerta e avisem as outras.

Leia e envie para as colegas que você conhece:

- 10 Dicas de segurança para garotas de programa e acompanhantes - Guia Essencial

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agosto 10th, 2010 at 12:50 am

Quando o cliente da acompanhante é um vampiro

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Conheço alguns homens fantásticos, mas, confesso, também conheço um grande número de homens que apenas me desilude. Homens que, no fundo, não passam de vampiros, gulosos por mais um pescoço virgem que acham que lhes pertence, pelo Bem ou pelo Mal… ou pelo Dinheiro.

É por isto que eu não gosto de ser romântica, porque este meu romantismo só torna as coisas mais difíceis para mim. Eu finjo que está tudo bem, coloco para trás das costas, sigo em frente, mas é verdade que ver certas coisas, dia após dia, vão se tornando, aos poucos, um grande sofrimento ou motivo de stress.

Vou contar o que se passou desta vez: eu estava fora de Lisboa, e na casa de uma amiga, uma amiga que é escort. A princípio sairíamos juntas, mais cedo, mas, antes disto, ela teve um cliente para atender, por isto eu fui para um quarto, lá nos fundos do apartamento, enquanto ela atendia o seu cliente no outro.

Diz ela que, depois de meio minuto de conversa, ele perguntou se ela estava sozinha em casa. Ela não mentiu, disse que tinha uma amiga que estava a visitá-la - note: ela não disse que trabalhava com uma amiga, nem mesmo disse que esta amiga era do ramo, apenas referiu que a amiga estava de visita na casa dela naquele dia -, mas que teriam a privacidade necessária, que é o que realmente importa.

Mas o cliente, entretanto, ficou todo curioso (não é por nada que eu detesto homem curioso…): queria conhecer a tal amiga, queria que ela fosse até ao quarto onde eu estava e me chamasse, bateu o pé que queria estar comigo também.

Veja só: ele não sabia nada de mim. Até chegar àquele ponto da conversa, ele nem sabia que eu existia e, se ela não tivesse sido honesta, ele nem saberia que havia mais alguém ali dentro. Ele não sabe se sou morena ou loira, alta ou baixa, bonita ou feia, inteligente ou estúpida. Ele só sabia que tinha uma mulher ali dentro.

Ele só sabia que tinha uma mulher ali dentro e que, por isto, como se ele tivesse o direito, como se obrigatoriamente esta mulher desejasse conhecê-lo, ele queria estar com ela também.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação…

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agosto 9th, 2010 at 1:14 am

Descobri que eu sou romântica

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Vocês não estão mais espantados do que eu própria comigo: descobri que sou romântica!

No fundo, eu acho que, de certo modo, sempre estive a negar o meu romantismo, a tentar escondê-lo de todas as formas. Defesa, talvez.

É verdade que eu pareço toda liberal, e, de facto, realmente acabo sendo. É verdade que tenho uma profissão que não combina muito com o romantismo, pelo contrário, mais com a aventura ou até mesmo com alguma liberdade que também pode ser confundida com libertinagem. É verdade que eu não espero pelo tal príncipe encantado chupando dedo, correndo o risco de ficar a ver navios, eu espero me divertindo, seguindo aquela máxima que diz “Enquanto não encontro o homem certo, vou me divertindo com os errados”.

Mas não é assim tão ao pé da letra. No fundo ainda há uma esperança abafada, silenciosa, de que seja tudo diferente.

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agosto 8th, 2010 at 3:26 am

Sexo à borla

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Ontem à noite, quando publiquei o post Vamos sair?, recebi 4 telefonemas e 18 mensagens escritas - algumas só li hoje, porque meu telefone tinha ficado muito cheio de mensagens e eu estava sem tempo para responder, por isto também não convinha apagá-las, não antes de respondê-las, deste modo algumas eu só li e respondi agora.

Mas o mais curioso, o mais curioso mesmo, foi ver agora a minha caixa de e-mail. Até onde contei, mais de 50 respostas.

Pensamento da vez: quer dizer que as pessoas vivem mesmo muito mais na internet do que na vida real?

Depois não reclamem… risos.

Mas falando sobre a minha saída: foi óóóóótimaaaaaaaaaaaaa!!!

Conheci um rapaz que me puxou pra dançar - e antes que me perguntem, não, não era isso que eu tinha imaginado que ia acontecer, eu preferia um homem tímido, e no meu imaginário era isso que eu ia encontrar na noite, adoro homens tímidos, mas pronto, há também que se valorizar os que têm iniciativa… -, e dali não desgrudamos mais. Não, isso não é namoro não, é só sexo, ele queria, eu queria… pra quê fazer drama?

Eu não entendo isso, juro que não entendo esse negócio de as pessoas ficarem deixando o sexo para depois, ou aquela coisa de achar que, só porque se faz sexo, que o mundo acabou, como se um pedaço do meu corpo fosse sumir só por causa disso, só por fazer sexo… (E bem, se um pedaço do meu corpo sumisse toda vez que eu fosse fazer sexo… cadê eu?)

Mas sabe o que era mais engraçado? O tal cara, com quem fiquei antes, ainda não sabia que o sexo seria tão fácil, risos, risos. É que, o que ele não sabia, é que eu já tinha decidido isto, mesmo antes de conhecê-lo.

Mas foi até legal ver ele ali, tentando me conquistar, subtilmente tentando fazer com que eu decidisse ir para a cama com ele. É estranho como isto é evidente, como dá para saber que um homem quer te levar para a cama, não para um altar, e de certo modo foi também interessante perceber isto, ter esta noção apenas porque, naquele momento, e mesmo antes que ele tentasse me seduzir, eu já tinha decidido o que ia acontecer. Talvez, se eu tivesse intenções românticas, não fosse isto não evidente para mim.

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