Blog de intimidades de uma acompanhante… para relacionamento sério.

Amante Profissional - Diário íntimo.

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Notícia: o meu livro, «Alugo o Meu Corpo», publicado em Portugal pela Dom Quixote em 2007, chegou ao Brasil pela Editora Planeta. COMPRE AQUI.






março 2nd, 2010 at 3:38 pm

Meu contacto enquanto acompanhante: +351 967262559

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companhia acompanhante fotoJá estou de volta sim, e estou atendendo em Lisboa por estas semanas.

O tempo tem sido curto para vir ao blog, por causa de uns projectos pessoais. Aliás, nos últimos tempos é isso, ando bem afastada da internet. Digamos que, os meus projectos pessoais, não estão me dando muito tempo para os projectos da Paula Lee.

Assim sendo, a forma mais fácil de marcar um encontro comigo é através do telefone, +351 967262559, porque na internet a tendência é eu ter um tempo cada vez mais curto.

P.S.: 1) Fim-de-semana vou estar ocupada de novo, terei outro acompanhamento exclusivo para fazer, logo, estou disponível apenas durante a semana em Lisboa.
2) Apesar de ser possível tentar marcar um encontro no mesmo dia, sempre será mais fácil encontros marcados de um dia para o outro.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
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fevereiro 26th, 2010 at 5:08 am

Clientes de acompanhantes: Quando um homem terá um atendimento mais “vip” que os outros?

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florSe por acaso a razão de algum homem procurar acompanhantes for o desejo de ter aquilo que outros homens têm… bem, se esta for a razão, estarão enganados.

Tem homem que pensa que é assim mesmo, que há um padrão. Se ele paga x e o amigo dele pagou o mesmo x, o atendimento vai ser igualzinho. Ou talvez melhor se ele pagar mais, ou se for mais bonito que o amigo. Há homens que nunca vão entender nada de nada.

O atendimento será diferente sim, com cada pessoa, inclusive porque a reacção a cada pessoa será diferente. Mas o que fará com que um atendimento seja melhor não será, de modo algum, o tamanho da gorjeta ou a boniteza do cliente.

É claro que, acima de tudo, tem que haver compatibilidades entre cliente e acompanhante, e também disponibilidade, abertura, flexibilidade para esta relação. (Com isto estou dizendo que para ter uma boa relação não é necessário você apenas ter compatibilidades com a outra pessoa, mas estar disponível para isso, flexível, aberto; não vai adiantar nada você encontrar a pessoa certa na hora errada.)

O que faz a diferença entre clientes de acompanhantes

Mas, fora estas questões óbvias, e fora aquelas características básicas - o homem ser educado, agradável, estar disponível e receptivo a uma relação, não ter preconceito com a actividade da acompanhante e etc -, é claro que há factores que sim, com certeza farão um cliente ser melhor atendido.

A questão é que, conforme disse acima, estará enganado o homem que pensar que vai obter o mesmo que o outro. Ele até pode, se calhar, ter esta ilusão, mas, de facto, não terá o mesmo que o outro.

Há homens que querem tudo de uma vez, tudo na hora. E se esquecem que há coisas que são construídas.

Por exemplo, não podemos comparar um encontro que, enquanto acompanhante, tenho com um homem que me visita há anos, com o encontro com aquele homem que só começou a me visitar no último mês. Não dá, são encontros completamente diferentes. O à vontade, a confiança, será tudo diferente com aquele que já me visita há anos e aquele que me visita só agora, desde o último mês. A questão é que, com aquele que já me visita há anos, eu tenho até uma história. Com aquele que me visita apenas desde o último mês, ainda não temos uma história, ainda nem sabemos se vamos ter uma história, estamos nos conhecendo ainda. Até sexualmente, a entrega será completamente outra com aquele que me visita há anos, dado que nesta altura já teremos um à vontade absoluto para compreender o outro na cama. (E ao contrário do que se pensa, de que com os anos o sexo com a mesma mulher poderá ficar sem graça, aí é que entra a surpresa: por se conhecerem tão bem, por já estarem tão à vontade, é que o sexo poderá ficar ainda mais escaldante com o passar dos anos).

Também não podemos comparar um encontro que dura algumas horas com um encontro que dura uma noite inteira ou um fim-de-semana inteiro, ou nem mesmo um encontro de uma ou duas horas com um outro encontro que dure apenas alguns minutos. Para começar porque, o que dá para fazer num determinado tempo, não dá para fazer em outro. E é claro que, aquele que quiser um menor tempo com uma acompanhante, não quererá, por exemplo, gastar muito tempo à conversa, não é mesmo? Digo, a partir de detalhes como este, logo ficam claras certas intenções, e é óbvio que, a partir disto, a recepção da acompanhante a um ou a outro cliente também será diferente.

E não podemos comparar um encontro com alguém que está sempre presente, com o encontro com aquela pessoa que só aparece de tempos em tempos, olhe lá. Relações são como plantas, que precisam ser regadas constantemente.

Acompanhamento exclusivo

O que mais tenho gostado de fazer nos últimos tempos é o acompanhamento exclusivo, e é claro que não, também não posso comparar esse tipo de relação com a dos encontros com tempo de duração mais curto. Dá para fazer muito mais coisa quando estou num acompanhamento exclusivo, justamente porque, nesse tipo de situação, quando estou com uma pessoa, dedico-me apenas a ela.

Ele é, neste momento, o meu principal amante. Há mais de um ano que nos encontramos, regularmente, e na maior parte das vezes para acompanhamento exclusivo. Com ele já fiz viagens internacionais, saímos regularmente para almoçar ou jantar, fazemos passeios turísticos pelo país, assistimos a concertos, etc., ou seja, tudo isso apenas para explicar que o acompanhamento exclusivo não é apenas algo limitado às quatro paredes de um quarto, e que sim, apesar de haver sexo, o sexo não é a base principal, e que claro, para fazermos isso tudo é preciso tempo, neste caso um dia ou mais.

Amanhã vamos repetir o mesmo programa da semana passada. Quer dizer, sou eu que escolho o programa.

Com isto, devo dizer que estarei 2 dias fora.

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fevereiro 25th, 2010 at 3:47 am

Sexo e relacionamentos: Quando um homem não sabe ler uma mulher

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cherryHá duas situações em que um homem não sabe ler uma mulher:

1) Quando ele está fazendo tudo errado, mas interpreta acreditando - ou preferindo acreditar - que está fazendo tudo certo. (Exemplo: quando ela está chorando de dor e de raiva, e ele pensa ou prefere pensar que ela está chorando de tanto tesão, e acrescento, isso porque, diz ele, viu qualquer coisa assim um dia qualquer na tv sobre isso, ou num filme porno, ou numa revista: mulher estava com tanto tesão, mas tanto tesão, que acabou chorando, ele vai dizer isso para se justificar depois, porque claro, ele ainda não está acreditando que não era de tesão que você estava se esgoelando de tanto chorar.).

2) Quando ele está fazendo tudo certo, mas acha que está fazendo tudo errado. (Exemplo: está tudo óptimo, você está até vendo estrelas, até teve um orgasmo com ele… mas ele acha que não. Acontece, por exemplo, se a sua forma de ter um orgasmo, ou a forma que o manifesta, não for igual à forma que as outras mulheres que estiveram com ele manifestam, ou com a forma com que ele está acostumado como padrão assistindo filmes. Além do mais, enquanto acompanhante, é claro que tenho também uma limitação de tempo, tenho que estar com uma pessoa dentro daquele tempo que foi acordado, logo isso significa que, depois do orgasmo, não vamos dormir 8 horas se , afinal, o tempo que ele reservou é inferior a isto, e daí, cortar aquele tempo que para alguns seria para o cigarro ou para o sono, significará, para quem não sabe ler uma mulher, um não-orgasmo ou até mesmo uma rejeição.)

Situação número 1 já aconteceu comigo várias vezes, já contei várias vezes isso aqui ou em outro lugar qualquer.

Mas a situação nº 2, ao contrário do que possam pensar, também acontece.

Aliás, aconteceu bem recentemente, e eu estou muito, mesmo muito chateada por causa disso.

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fevereiro 23rd, 2010 at 2:57 pm

Na companhia da loucura | Estes homens que me enlouquecem… |1) Manicómio

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para evitar a loucuraJá estou em Lisboa sim. Eu só fiquei esse tempinho sem escrever e sem atender o telefone apenas para evitar - prevenir - a loucura.

Estava falando sobre isso com um amigo ontem. (Aliás, isso foi a melhor coisa que aconteceu com a criação deste blog, ganhei grandes amigos, amigos já há vários anos, gente super legal que conheci aqui, através daqui). Bem, eu até escrevi sobre isso aqui já, apesar de ter poupado alguns detalhes. Sobre a minha - querida! - amiga M., que acabou enlouquecendo com isso - digo, com essa actividade -, foi parar em manicómio duas vezes.

Era uma coisa triste de ver, porque a M. era - é - uma das garotas mais meigas que já conheci. Gente simples, sabe?, carinhosa com todo mundo, generosa, honestíssima, dada. E aí de repente eu vi ela daquele jeito, louquinha da silva, tendo que ser internada.

É que tem de tudo à nossa volta: gente boa e gente má, gente legal e gente idiota. Aí dependendo do grau de uma coisa ou outra, intensidade, frequência… uma pessoa acaba enlouquecendo mesmo.

Porque há, basicamente, dois tipos de homens que me procuram enquanto acompanhante:

- Os que me enlouquecem de ternura e encantamento, os que me enlouquecem de alegria, ou os que até mesmo que me enlouquecem na cama;
- … e os que, simplesmente, só tentam me enlouquecer a cabeça.

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fevereiro 19th, 2010 at 11:43 pm

Sexo, arte e humor. E camisinha.

Publicado na categoria: DST, Todos os posts
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Vídeo recomendado por um amante-amigo que mora mais ou menos longe.

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fevereiro 18th, 2010 at 5:45 pm

Agenda da Acompanhante

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imagemAgora só lá para o dia 22 que volto a estar disponível para encontros privados em Lisboa.

É que como eu tinha avisado - desde Dezembro - lá na Agenda da Amante Profissional - Meses de Janeiro a Março, neste mês de Fevereiro já tinha um acompanhamento exclusivo confirmado, o que significaria a minha ausência de Lisboa por alguns dias.

Um amante-amigo me sugeriu um passeio muito interessante, minto, ele sugeriu que eu escolhesse algo e fizesse a sugestão a ele, foi isso. É um amante vip, digo, um amante para o qual eu já fui acompanhante exclusiva diversas outras vezes, ou seja, será óptimo - como sempre foi - porque sempre nos sentimos muito à vontade um com o outro, e além de tudo ele é um cavalheiro.

Quanto ao blog, continua tudo normal, dado que já programei os posts que entrarão aqui na minha ausência.

P.S.: Para saber sempre sobre a minha agenda e disponibilidade para encontros, basta ir ao Site/Blog e ir à pagina Agenda (e clicar nos títulos para ver o resto dos textos).

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fevereiro 17th, 2010 at 4:13 pm

Por que os homens sempre acham que não vou me lembrar deles num próximo contacto?

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Na imagem: Marilyn MonroeOk, pode não ser com todos, mas devo dizer que muito, mesmo muito frequentemente, acontece ao telefone: num próximo contacto, a maioria dos homens acredita que eu não vou me lembrar deles.

Não estou falando daqueles homens que pegam centenas de contactos de acompanhantes por aí, ligam para todas e depois já nem se lembram para quais já ligaram ou não. Estou falando de homens que já ligaram para mim, que se lembram disso, mas que, ao me contactarem novamente, não se identificam como tal - por exemplo, se comportam como se fossem desconhecido, alguém com quem eu nunca falei antes -, muitas vezes porque, simplesmente, pensam que eu não vou me lembrar deles.

Ok, são muitos anos enquanto acompanhante, são muitos anos ao telefone, e o telefone de uma acompanhante toca muito… e então pode acontecer de eu não me lembrar de você, não pode? Sim, pode.

… Mas também pode acontecer de eu lembrar, não pode? Sim, claro que pode.

E pra falar a verdade, a probabilidade de eu me lembrar é bem maior do que vocês imaginam…

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fevereiro 16th, 2010 at 4:27 pm

Expulsa de casa | Uma coisa diferente por dia | Descobrindo novos prazeres

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uma coisa diferente por diaAh, deixa eu contar uma coisa aqui, é mais ou menos um segredo, dado que faz parte apenas da minha vida particular, privada, e não da minha vida enquanto acompanhante, mas pronto, deixa eu contar: todo dia agora eu me expulso de casa, e me obrigo a ter que ir lá fora e fazer alguma coisa interessante ou diferente. Todo dia.

Sabe o que é que é? Este friozinho dá aquela vontade de ficar em casa, sabe? E não pode ser assim não. Há coisas lindas lá fora. Eu que - agora - o diga.

P.S.: Aposto que as minhas amigas vão pensar que estou falando em homem. (Tem gente que pensa que eu só penso em homem, risos, risos.) Nem é, juro. Estou falando da vida mesmo, que é linda. De Lisboa, que é linda, mesmo tendo este ar envelhecido. Das avenidas, das pessoas, de tudo aquilo que nos é desconhecido e que nos passa diante dos olhos todos os dias. (Do prazer) Da descoberta de novas experiências, de coisas novas para ver, sentir, experimentar, explorar, saborear… viver.

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fevereiro 16th, 2010 at 8:00 am

Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (6 - Final)

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« Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (5)

cobraSenti uma sensação horrível quando vi o número dele no meu telefone. Afinal eu estava sempre certa, mais cedo ou mais tarde, sem saber, ele iria me ligar. Mas não pensem que desejei que acontecesse. Eu agradecia que homens como ele nunca tentassem me contactar.

Não resisti, atendi o telefone. Podia ter rejeitado a chamada? Claro que podia. Mas aqueles insultos dele, no dia 05, estavam entalados na minha garganta, sabe? Eu tinha mesmo que botar para fora.

E foi assim que, sem que esperasse, ele ligou para uma acompanhante que ele já tinha xingado em outro número. E foi assim que, ao ligar para uma acompanhante, cheio de ideias de marcar um encontro com ela, ele levou uma rasteira. Porque ao contrário dele, que primeiro se fez de educado no telefonema do dia 05, achando que me ludibriava, para depois mostrar o rude, grosso, estúpido e preconceituoso que era, eu não fui nada doce ao telefone, eu já atendi o telefone sendo completamente rude com ele.

Ele não entendeu nada, como é óbvio. (Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais). Mas sem deixar que me interrompesse, fui falando tudo o que estava engasgado. Falei com ele que não gostei da forma que falou no outro telefonema; que podia ser uma puta, podia até ser a pior puta do mundo, mas se esta puta o tratou com educação, a obrigação dele era tratar com educação também. Chamei-o de estúpido, parvo, rude, preconceituoso e arrogante. Ele tinha estragado o meu dia naquela vez, mas dessa vez eu estava a estragar a noite dele. Porque ele não esperava, ele não esperava essa rasteira.

Ele ficou negando. E dizendo que eu era doida ou algo do género, porque nem coloquei a hipótese de ser outra pessoa a ligar pelo telefone dele. Em primeiro lugar ninguém pega o telefone do amigo para ligar para uma acompanhante, não de número identificado, e em segundo lugar, mais importante que isso, eu lembrava da voz dele, eu lembrava perfeitamente da voz dele. E, apesar de não ter admitido em momento algum que era a pessoa que tinha me xingado - quer dizer, xingado outra colega minha, mas sem saber que era eu -, ele acabou se entregando pelas coisas que disse, como por exemplo o facto de ter reforçado que era bonito, porque isso foi uma das coisas mais ridículas que ele fez naquele telefonema, ficou dizendo que era bonito, como se uma acompanhante fosse tratá-lo de forma diferente por causa disso, só porque ele é o bonitão, risos, alguém avise este homem que isso aqui não é concurso de beleza, risos.

Ah, eu falei, eu falei muito na cabeça dele, e consegui o meu intuito, que era matá-lo de raiva, risos. Onde já se viu um desrespeito desses?

Aí ele veio do nada com uma conversa meio torta quando eu disse que ele era covarde. Veio dizer de uma menina que ele conheceu, na noite, que foi violada pelo segurança, que isso que era covardia. Eu entendi o propósito do que ele me falou, e por isso devolvi: “Você que nem pense em vir ameaçar a mim ou às minhas colegas, estão todas avisadas quanto a ti. Tomara que o chulo delas quebrem as suas pernas”. Então ele disse que eu era mentirosa, porque no meu anúncio dizia que eu era acompanhante independente, e agora falava em chulo, e eu respondi pra ele que, pra evitar homens como ele, era capaz até de contratar um chulo. Facto é que eu sei, há homens que procuram por acompanhantes independentes, justamente com este intuito, de serem covardes, porque pensam que estão sozinhas; por isso que eu nunca afirmo nem nego nada, nesta situação é sempre bom deixar o homem na dúvida. Não é à toa que ele veio com o papo de ser bonitão, tem homem que acha que, só porque ele é bonito, que a gente vai se apaixonar na hora, e é este o propósito de homens arrogantes assim, querem que elas se apaixonem, assim podem se tornar chulos dela. Se são independentes, se já não têm um chulo, são o investimento ideal, é o que pensam.

Se calhar ele se lembrou de mim nesta hora, por causa do que falei a respeito da beleza. Porque no outro telefonema, quando ele ligou para o da minha amiga, ele veio com esse papo de boniteza, perguntar se queria conhecer um homem bonito como ele naquela noite, e eu respondi que a boniteza dele não me fazia a mínima diferença. Disse-o com educação; o que eu disse, exactamente, e com toda a sinceridade do mundo também, é que já conheci muitos homens que, esteticamente, podiam não ser os mais bonitos do mundo, e até exemplifiquei, já estive com homens com 80 ou 90 anos, já calvos ou com a pele flácida, e que eram tão gentis, tão amáveis, que se tornavam bonitos aos meus olhos, sinceramente bonitos aos meus olhos, não os trocava por nenhum Brad Pitt se o Brad Pitt em questão fosse só beleza. O que eu estava dizendo é que a beleza até podia ser um acréscimo, mas não era um pré-requisito para um homem se encontrar comigo, muito menos então algo que faria com que um homem fosse melhor tratado. Há outras coisas sim, como a educação dele, a humanidade, a generosidade, o carisma, a meiguice, o coração aberto, a simpatia… essas coisas fazem um homem ser melhor tratado sim, mas a beleza? Ah, me poupe, não estou caçando beleza não, se eu estivesse caçando beleza eu só atenderia aqueles que primeiro mandassem currículo com foto…

Ele ficou p da vida comigo, óbvio. Disse que eu era a vergonha da minha terra, que pessoas como eu enojavam-no. Claro que eu enojo, porque tipos como ele eu quero à distância. Sabe o que é? Ele está acostumado a ter o que quer, por valores baixíssimos, e ficou revoltado comigo, já naquele primeiro telefonema que originou tudo isto, só porque eu não me encaixava naquilo que ele queria. Engraçado que, já neste segundo telefonema, em que já atendi devolvendo o troco a ele à arrogância do primeiro, ele ainda veio tentar me seduzir, dizendo que eu estava a ser injusta, porque ele estava ligando para podermos fazer amor - sim, ele disse “fazer amor”, depois de tudo o que tinha dito para ele.

Fui grossa com ele, de propósito. E eu expliquei o motivo para ele: é que homens como ele não mereciam a minha educação. Estava sim, devolvendo o troco. Ele estragou o meu dia daquela vez, eu estava a estragar a noite dele.

Ele desviava, por vezes. De vez em quando ficava tentando me corrigir o português, implicando com a minha pronúncia, essa foi a única hora que eu falei palavrão, mandei ele enfiar o dedo no cu e aprender a falar direito, risos, aí ele ficou mais revoltado ainda, disse que eu estava baixando o nível, quer dizer, ele primeiro liga a me chamar de puta, mas depois se ofende com a palavra cu, que é bem menorzinha? Já que gosta tanto de ficar corrigindo o meu português, então corrija-me a palavra cu, era o que eu sugeria, risos, risos.

A conversa foi toda torta, porque ele, já sem justificativa, desviava. Até de Deus falou, ou do facto de ele não acreditar em Deus. É que eu tinha dito “Deus me livre de ter um homem como você” e ele me disse que não acreditava em Deus, e parecia mesmo revoltado, não sei se pelo facto de realmente não acreditar em Deus ou de a palavra Deus sair da minha boca. Eu só sei que ele disse assim, irritado “Não venha com esta conversa que eu não acredito em Deus, você pode me provar que ele existe?”, mas rapidamente eu respondi “E você, pode me provar que Ele não existe?”, e ele teve que dizer que não. E aí depois, numa frase qualquer em que acabei outra vez dizendo a palavra Deus, observei que era um direito meu acreditar Nele, da mesma forma que era um direito dele não acreditar, aí ele ficou nervoso, disse que eu estava a ser irónica e debochada, e por acaso nem estava, risos.

Sim, eu sei que nem devia ter atendido esta chamada, até porque nada de útil saiu dela. Mas dessa vez, pelo menos dessa vez, eu não podia deixar que uma pessoa achasse que ia ficar assim, que podia ligar para uma acompanhante, xingar, humilhar, e depois ligar para outra como se nada tivesse acontecido. Não, eu não ia deixar ele vestir a máscara e se fazer de bonzinho de novo, de educado, para depois mostrar seu preconceito através dos insultos gratuitos. Não, pelo menos dessa vez eu tinha sim que responder, nem que fosse para apenas tirar da garganta o que ficou sufocado, pelo menos para dizer “Não, você não tinha esse direito”.

Esse post faz parte de uma série e acaba aqui. Para ler os outros posts siga a tag não tenho sangue de barata.

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fevereiro 16th, 2010 at 3:00 am

Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (5)

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« Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (4)

sempre atentosEu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele iria me ligar. Ele que não sabia que, quando me ligasse, iria falar com uma pessoa com a qual já tinha falado. Mas ele não saberia disso, obviamente, nem se lembraria. Porque ele não saberia que, ao ligar para o meu número, estava na verdade ligando para alguém que ele já xingou em outro número.

O que aconteceu foi que, quando ele ligou para o telefone da minha amiga, e eu atendi por ela, depois guardei o número dele, não só no telefone dela como também no meu. Isso porque eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele iria achar o meu número e iria me ligar. Sem saber que já tinha falado comigo, claro.

Homens que ligam para acompanhantes, não todos, mas grande parte, não ligam apenas para uma. Ligam para outra, e outra, e mais outra. A lista toda, muitas vezes. E mais aquela, aquela outra ali que ainda não conhecem. Entrou uma outra acompanhante no sector? Eles sabem, porque estão sempre à caça.

Acontece muitas vezes de estarmos numa mesa, um grupo de amigas - acompanhantes-amigas -, e de o telefone de uma tocar, depois o de outra e o de mais outra. E ser o mesmo homem, exactamente o mesmo homem buscando por informações. O mesmo homem que prometeu já ligar para a primeira, quase jurou fidelidade. E às vezes acontece, também, de nos ligar o mesmo homem para o qual já demos informação, ou, aconteceu mesmo essa semana comigo, nos ligar o mesmo homem para o qual tinha acabado de dar informação. É que eles se esquecem. Tipo, pegam uma listinha e depois já não se lembram com quem já falaram ou não.

Sim, meus caros, há homens fantásticos, maravilhosos, queridíssimos, muito fofos e gentis com a gente, sérios, adoráveis. Mas se passassem um dia nos ouvindo ao telefone, também veriam que há também muitos homens que acabam por ser, no mínimo, ridículos.

Era o caso deste. Quer dizer, primeiro ele liga para o número da minha amiga, no fim da conversa xinga-a - quer dizer, a mim porque por acaso fui eu a atender o telefone, mas pronto, ele não sabia disso -, mostra o enorme preconceito que tem pelas mulheres deste sector, e depois disso ainda tem a lata de continuar ligando para acompanhantes?

Se ele acha que as acompanhantes são putas - foi o que tinha me dito no outro telefonema -, por que então estava a ligar para as putas? Se acha que as putas são algo assim tão sujo, por que querer estar perto delas? Porque é claro que ele tem o direito de ter a opinião dele, o que não faz sentido é justamente isto, ele querer estar perto daquilo que abomina.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Para acompanhar o resto da série basta seguir a tag não tenho sangue de barata.

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fevereiro 16th, 2010 at 2:00 am

Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata (4)

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« Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (3)

vermelhoConheço muitas meninas que, quando acontece algo assim, ou seja, são xingadas gratuitamente por alguém que nem conhecem e que nem as conhecem, ligam de volta e xingam o cara também, afinal de contas nós temos o compromisso de preservar a privacidade daqueles que são nossos clientes, não daqueles que não o são, muito menos ainda aqueles que nos insultam, ninguém tem sangue de barata, dá licença.

Porque quando ele me chamava de puta, eu queria dizer “E se eu for? O que é que você tem com isso? Eu lá estou te perguntando o que é que eu sou?”, “Mesmo se eu for puta, eu serei puta dos meus homens, não a sua puta, então você, menos que qualquer outro, pode me chamar assim…”, ou seja, ficou muita coisa engasgada, muito sangue fervendo…

Conheço um caso em que quase deu problema. O cara ligava para a menina só pra xingar, ai que você é puta e isso e mais aquilo, você é uma vagabunda, uma leviana, você não tem moral e mais blablabla, aí chegou uma hora que a menina ficou de saco cheio e ligou pra ele de volta, mas aí quando ela ligou quem foi que atendeu? Exactamente, a respectiva do fulano. Sem mudar de expressão ela respondeu “Ah é, ele é teu marido? Então manda ele parar de ficar me ligando, que eu não tenho tempo para homens como ele”, claro, deu a maior confusão lá na vida dele, aí por isso que eu não gosto dessas coisas, porque envolve outros que não têm nada a ver com a situação em si, se bem que, na minha teoria - que não deixa de ser fundamentada em relatos que ouvi ao longo dos anos - na maior parte dos casos o comportamento que o homem tem com uma acompanhante, é o mesmo que ele tem com qualquer mulher, seja mãe, filha ou esposa. Digo isto porque, os piores homens que conheci enquanto acompanhante, principalmente os que me trataram como objecto, eram aqueles que mais denegriam as suas esposas, falando delas como se o sexo entre eles fosse uma espécie de obrigação da parte delas, enquanto que, os melhores homens que conheci enquanto acompanhante, foram os que sempre demonstraram o maior afecto e carinho pela família, e de modo algum faziam, do acto de me visitar, uma forma de contradizer este afecto, simplesmente são coisas que não se misturam, um dia talvez entendam que nem tudo é exactamente céu ou exactamente terra.

Sou muito dada às pessoas, mas às pessoas que fazem parte da minha vida, não àquelas que não fazem. Sou meiguíssima, carinhosa aos extremos… mas apenas com aqueles que merecem, com aqueles que também o são e por isso fazem por merecer, como consequência natural. Felizmente tenho perto pessoas queridíssimas, amáveis, educadas, gentis, e sempre faço de tudo para dar a elas de volta tudo aquilo que merecem, mas não esperem que numa situação como esta eu continue com o mesmo sorriso adocicado, eu vou ser para os outros exactamente um reflexo do que elas forem para mim.

Mas não, apesar de conhecer colegas que o fazem, eu não liguei para ele. Mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, iríamos nos falar de novo, por iniciativa dele. (Mas sem que ele soubesse ou imaginasse…)

E aí, nesta hora, seria o momento de ser ele a ouvir. E sai de baixo, ele iria mesmo ouvir, porque não é à toa, ou não somente por causa da minha mente libidinosa, que alguns me chamam de Paula Pimentinha…

Esse post faz parte de uma série e terá continuação, já já conto tudinho que aconteceu. Para acompanhar o resto da série basta seguir a tag não tenho sangue de barata.

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fevereiro 16th, 2010 at 12:01 am

Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (3)

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« Hoje eu me vinguei. Não tenho sangue de barata. (2)

eurosComo eu ia dizendo, aquele telefonema, no dia 05 de Fevereiro, acabou com o meu dia. E como eu não estava esperando uma reacção assim, nem tempo tive de responder, de xingar, seja o que for… Lembro que a única coisa que eu disse foi “Como se transformou aquele homem que parecia tão educado! Bom ver isso agora, ainda bem que se manifestou agora!” E depois, claro, ele desligou, o que me deixou tremendo e espumando de raiva, porque pior que um homem rude, muito pior que um homem rude, estúpido e sem educação, é o homem ardiloso, que primeiro se faz de educado, para depois, no primeiro momento em que é contrariado - e a vantagem é esta, ferverá em pouca água e a máscara não demorará a cair - mostrar quem realmente é. (E o “realmente é” dele ser pior que o do rude, estúpido e sem educação, porque pelo menos o rude, estúpido e sem educação, você já conhece desde o primeiro instante, não faz joguinhos.)

Facto é que, para alguns homens - felizmente, não é todo dia que aparece um destes; pelo contrário, no geral conheço homens maravilhosos, que merecem todo o meu respeito - as mulheres não passam de putas, no sentido de escravas sexuais, coisas que apenas servem para as necessidades deles, e que são obrigadas a isso, até porque a ofensa vem a partir daí, a partir do momento em que elas deixam de ter “utilidade” ou se negam a ter utilidade. No meu caso, fui chamada de puta apenas porque ele não concordava com os honorários - se eu fosse “baratinha”, ele ia me chamar até de “meu amor”, mas não exactamente apenas por causa do valor, mas pelo facto de o valor ser exactamente o que ele quer, e não um valor que ele não quer, ou seja, o problema de um homem como este é o facto de ser mimado, não gostar de ser contrariado, querer tudo sempre à sua maneira -, mas já vi muita mulher, que nem era do sector, sendo xingada também, por diversas razões, mas entre elas é isso, deixarem de ter ou não quererem ter esta “utilidade” que alguns homens determinam. Tem homem que só vê mulher assim, enquanto objecto. E que acha que este objecto tem que ser dele, quando ele quiser, como ele quiser.

Tem um outro tipo de homem que reage com muita agressividade também: aquele que não concorda com o facto de uma mulher receber dinheiro de um homem, impor e/ou gostar que este homem lhe dê dinheiro. Este tipo de homem fica revoltado com isso, e por esta razão parte para a ofensa a esta mulher. Outra vez, sem necessidade.

Ele realmente não precisa concordar com isso. Mas, se ele não concorda com isso, deve então procurar uma mulher que não queira ou não goste de receber dinheiro, e não aquelas que gostam ou querem receber dinheiro. Ele acha errado a mulher ganhar dinheiro desta forma, e não o homem? Ué, então por que ele não põe um anúncio? Se é ele que está me procurando, se é ele que está me ligando, é ele que tem que cumprir com as minhas condições.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação, já já conto tudinho que aconteceu. Para acompanhar o resto da série basta seguir a tag não tenho sangue de barata.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
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