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Vocês certamente - olha eu aqui de novo com as minhas suposições! - conhecem o Branco Leone, idealizador e responsável pelo projecto “Os ViraLata - Literatura Independente” e autor dos livros Os melhores - e alguns dos piores - textos de Branco Leone e do recente Incompletos, mais relacionado com o erotismo (se eu te contar que ele vai me mandar o livro de presente você não vai jogar olho gordo para cima de mim não? Porque se for pra botar olho gordo, eu nem conto! risos, risos. Por que é que ao invés de ficar me botando olho gordo você não vai lá no site e não compra o livro? Em Reais, se você converter para o Euro, pode sair baratinho, é só mandar um e-mail que ele te fala como pode ser feita a compra do estrangeiro! risos, risos. Às vezes me perguntam de quem é que sinto mais falta do Brasil, se é do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu cachorro… mas aí eu olho para os lados, é tanto olho grande, risos, risos, que tenho que responder que de quem eu mais sinto falta é da minha benzedeira. )
O que é que o Branco Leone tem a ver com esse post sobre o dono do bordel? Nada gente, exactamente nada. Todavia, estava aqui me lembrando da minha vida dentro dos bordéis, da minha postura pessoal, e isso me fez lembrar de um texto - que venhamos e convenhamos, se encaixa como uma luva na minha postura! - que está lá no blog do Branco Leone. Os dois parágrafos abaixo reflectem a parte que mais se encaixa na minha postura. Estou reproduzindo sem pedir autorização, espero que ele não se importe:
«(…)Não faço parte da sua turma, porque não faço parte de turma nenhuma. Não gosto de ajuntamentos, aglomerados, agremiações, sociedades, movimentos. Viver em bando é a maneira menos indolor de morrer. Nada de bom pode vir de um amontoado de gente. Por outro lado, todas as pessoas são interessantes quando isoladas das outras.
(…)Minha casa, meu blog e minha vida são ambientes em que não faz nenhuma diferença você ser gordo, preto, judeu, viado, puta, drogado, amarelo, milionário, loira, aleijado, velho, índio, muçulmano, branco, magro, analfabeto, mendigo, artista, autista, engenheiro, adolescente, fumante, árabe, barbudo, contador, mudo, advogado, perua, careca, criança, bêbado, pobre, cabeludo. Mas não queira, em nenhum momento ou situação, ser tratado com deferência por ser – ou por não ser – alguma dessas coisas. Querer ser tratado com deferência é a expressão maior da burrice. E eu não aguento gente burra.»
É claro que, ao ser assim, você logo leva um pouco da fama de “anti-social”. Eu, por exemplo, apesar de ser uma pessoa “dada”, que trata todo mundo bem e etc., sou muito reservada, isso quer dizer que eu vou pensar mil vezes antes de falar contigo, por não querer invadir o seu espaço. Todavia é assim que penso: as relações devem acontecer de uma forma natural, e não de maneira forçada, em que alguém fica implorando por amor e atenção, às vezes colocando uma melancia no pescoço para que alguém possa enfim notá-la. Aí já é apelação, e eu não quero que ninguém olhe ou goste de mim por causa da melancia.
Esse post faz parte de uma série
e terá continuação.



















[…] me enobrecem, não só pelo texto ou pelo link, mas por vir de pessoas como o Alex e como o Luiz, vou precisar mesmo de uma benzedeira. 5- Aproveitem e cliquem nos outros links dos posts do Alex e do Luiz. 6- Também não vou ter […]