Blog de intimidades de uma acompanhante… para relacionamento sério.

Amante Profissional - Diário íntimo.


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março 31st, 2009 at 3:41 pm

Gay Escort Portugal - Parte 2 - Como fiz o site do Eduardo - a) O primeiro dia de trabalho

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Então, como estava dizendo, fazer um site para um acompanhante dá um certo trabalho. Afinal de contas, o meu trabalho não é igual ao trabalho daquela empresa que a Beth contratou para fazer o seu outro site não, eu faço é tudo, exactamente tudo, não recebo tudo quase pronto bastando um copy/paste para dentro de um layout (que ainda por cima não está optimizado nem preocupado com a acessibilidade).

Começo do início e faço tudo, tudo mesmo.

Para a construção do site do Eduardo, precisei de dois dias, e os processos foram estes:

1º dia:

- Parte 1: Conversa informal pessoalmente
Quando a Beth me falou do Eduardo, fui eu a oferecer que fazia um site para ele. Mas eu não tinha como fazer um site se não o conhecesse pessoalmente, porque, afinal de contas, eu tinha que captar a sua essência, os seus objectivos, etc., para fazer um site para ele. Uma coisa é fazer um site para um acompanhante, outra coisa é fazer um site para “o acompanhante” ou para “a acompanhante” X. A diferença? Se eu começo a fazer um site pensando que estou fazendo um site para um acompanhante e não para o acompanhante, este acompanhante será apenas mais um, quando o objectivo não é este, o objectivo é que ele seja “o acompanhante”.

Ali, sentados numa mesa de um café, eu fui captando a sua essência, enquanto pessoa mas também enquanto profissional. Fui dando umas dicas, e ele aceitou, mas claro, teria a liberdade de não aceitar também.

O que fui falando foi de acordo com a vasta experiência que tenho no sector. Todavia eu tinha que ter a noção exacta de que o acompanhamento feminino e o acompanhamento masculino têm as suas diferenças, principalmente em termos de mercado. Eu tinha então que saber disso e buscar soluções dentro daquilo que conhecia.

Em termos de honorários, ele não cobra por exemplo o mesmo que eu. Mas esta foi uma dica que lhe dei: agora com a exposição na web, comece com honorários mais baixos mas, com o tempo, depois de construir a sua carteira de clientes, depois que for se tornando mais conhecido, vai aumentando. O site faz muita coisa sim, mas a melhor publicidade de um acompanhante, independente de ser homem ou mulher, é o que acontece no acto de companhia ao cliente.

- Parte 2: Concepção da ideia do site
Este é um processo que primeiro acontece dentro da minha cabeça. Ao penar no site, estas eram as primeiras ideias que tinha:

a) Não queria, apenas por se tratar de um homossexual, ir para o caminho da vulgaridade. Não faria o mínimo sentido se o tipo de clientes que se pretende é outro. Quando ele me disse por exemplo sobre tirar fotos do seu pénis erecto, eu achei melhor não fazê-lo. Pode ser erótico, pode ser bonito… mas eu não queria que ele fosse visto apenas como um homem de pinto grande, mas como um homem cheio de qualidades, que é o que ele é.
b) Não queria que fosse um site parecido com os outros.

- Parte 3: A escolha do nome do site
a) Eu sei que podia colocar apenas o nome Eduardo Tavares, mas apenas o nome não traria o resultado que queria, muito menos iria expor claramente os propósitos do site.
b) Hoje há muitos acompanhantes masculinos que atendem mulheres e casais, alguns deixam bem claro: “apenas mulheres e casais”. Não é este o caso do Eduardo, ele é homossexual e só atende homens mesmo. Em função de haver então tantos acompanhantes que atendem apenas mulheres e casais, eu achei necessário que fosse um nome bem forte, e que expressasse claramente isto, ou seja, que ele atende um público masculino. Então ficou o endereço: gayescortportugal.wordpress.com.

- Parte 4: Criar e-mail e site
Crio o site numa conta dele, para que, mais tarde, ele possa fazer o que quiser no seu site. Eu só fico com o acesso para esta fase inicial, mas depois o site é dele, totalmente dele, tem os endereços de tudo, o nome de usuário, a senha que pode mudar quando quiser. Já passei para ele todos esses dados.

É por isso que prefiro fazer um site no Wordpress ao invés de construir um site em html, entre outras vantagens. A questão é que, se faço por exemplo um site em html, não será possível, para quem não sabe editar códigos em html, mexer no próprio site depois, enquanto que numa plataforma para construção de blogs é tudo muito mais fácil.

- Parte 5: Desenho do site
Este é um desenho que faço na minha cabeça ou num papel, pensando em quantas páginas terá o site, onde vai estar o quê.

- Parte 6: A escolha do layout
Não escolhi um layout e deixei assim. Fui testando vários, até encontrar aquele que melhor se adaptasse ao desenho do site.

- Parte 7: Os primeiros textos
Comecei a escrever o texto, e cada palavra ali tem um objectivo concreto.

Ao escrever o texto, tinha a noção do seguinte: a maior parte dos clientes dele não são homossexuais assumidos, mas, a maioria mesmo, homens casados e homens que têm uma vida dupla. (Por isso insisti tanto nas palavras sigilo e discrição…)

É claro que, se um homem está com um outro homem, se ele é casado é bissexual ou no mínimo heteroflexível. Mas eu não queria colocar isso lá, colocar por exemplo “homossexual atende homossexuais, bissexuais ou heteroflexíveis”, até porque não é porque um homem é homossexual, bissexual ou heteroflexível que deixa de ser homem - ser hetero, homo ou bi é a sexualidade, a opção sexual, não o sexo de uma pessoa - e eu não queria que a linguagem pudesse causar conflitos.

Decidi que deveria haver uma página chamada “Condições”. Sabendo dos maus tratos e do preconceito sobre os homossexuais, achei importante falar sobre a homofobia nesta página, sobre o respeito ao outro e da importância disso tudo.

Eu tinha que pensar em tudo, em cada palavra, em cada detalhe.

Isso foi o que era possível fazer no primeiro dia. Ainda não tinha a foto dele, ainda não tinha os dados para colocar no perfil, ainda não tinha o número do telemóvel que ele queria que colocasse na página.

Num próximo post falo sobre o que foi feito no segundo dia, ou seja, ontem desde às 7 e pouca da noite às 7 da manhã de hoje.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
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