Ano passado, como tem sido costume dos últimos anos, fui à Feira do Livro. Fui com aquela leitora do meu blog que brigou com o namorado para me defender, lembram? Mas então quando lá chegamos estava tudo fechado, só abria no fim da tarde. Acabei vindo embora, não ia ficar a tarde inteira em Lisboa - afinal ainda não morava aqui nessa altura - e chegar tarde em casa, porque sei que não faço um passeio pela Feira em apenas meia hora.
Achei um absurdo a Feira abrir tão tarde. Compreendo que depende de toda uma infra-estrutura, que talvez não compense ter pessoas ali a trabalhar se as pessoas estão nos seus empregos durante o dia e por isso talvez o movimento não seja tão grande, e inclusive tendo em conta que a percentagem de pessoas que lêem não é tão tentadora. Aliás, isso é até curioso, por vezes parecemos notar que há mais pessoas que escrevem do que pessoas que lêem. (Estava lendo um artigo um dia desses onde vi que me encaixava no perfil de uma minoria que lê mais de dez livros por ano - na minha contagem actual, isto porque estou muito atrasada com as minhas leituras, justamente em função da bagunça que virou a minha vida nos últimos tempos, já li 15 livros esse ano, o que ainda é pouco - mas que mostrava que uma grande percentagem do público não chegava a ler um livro por mês). Mas sinceramente não gostei da ideia, creio que compraria uma quantidade maior de livros durante o dia, porque veria tudo com mais calma, subiria e desceria o parque milhões de vezes, como aconteceu por exemplo em 2005, em que quase não suportava o peso dos livros que trazia comigo. Aliás, até em 2005 a Feira não tinha assim tanta gente, era um calor insuportável, até alguns autores pareciam ter ido embora mais cedo do que o previsto, isso ninguém me contou e nem vi na TV, foi o que constatei estando lá.
Mas agora que moro em Lisboa, não vou deixar de comparecer. O que me preocupa é a chuva. Viu como choveu esta manhã? E lá é um parque aberto, não terei onde me abrigar, detesto andar com guarda-chuva, pensar que os meus livros podem chegar em casa molhados até me arrepia.
Além disso ontem vi na SIC (tenho a sensação de que é sempre o mesmo jornalista a cobrir a Feira do Livro; aliás, ele deu dicas muito boas, não tenho bem a certeza porque não estava muito atenta, acho que o nome dele é Reinaldo Serrano) que não tinha luz na Feira. Agora imagina… passear pelo parque para comprar livros e não ter luz! Espero que o problema já esteja resolvido.
Ainda não sei se vou amanhã ou no domingo, tenho ainda que ver a minha agenda. Se for amanhã poderei ver o Lobo Antunes (mais uma vez) e se for no domingo posso ver a Lídia Jorge.
Se quiser mais informações, visite o site: http://www.feiradolivrodelisboa.pt.



















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