- Tenho muita coisa para contar, mas pouco espaço para isso, afinal vocês ficariam loucos se chegassem aqui e encontrassem 20 posts novos no mesmo dia, sem qualquer aviso prévio. Por isso vou tentar resumir algumas coisas (apenas algumas, o resto conto depois) nesse post.
- Tenho dormido depois das cinco da manhã. Estou trabalhando ainda naquele meu novo site. Está ficando lindo. O site entrará no ar nesse mês de Junho.
- Junho será “O Mês”. Vida agitada, correria (do jeitinho que eu gosto).
- Atendi uma pessoa por esses dias que me trouxe um cd e um livro de presente. Uma gracinha de pessoa, já falava com ele antes por e-mail. O nome do livro que ele me ofereceu é «A Casa dos Encontros», Martin Amis. Mais lindo ainda é o cd, ele não encontrou em Portugal e mandou vir de França apenas para me oferecer. É um cd do meu tão amado Chico Buarque, um show ao vivo em Paris. Não consigo parar de ouvir esse cd, é maravilhoso.
- Falando no Chico, naquele dia que estive na Feira do Livro comprei o «Estorvo».
- E porque um assunto puxa o outro, quero ir de novo na Feira do Livro, já acaba no dia 10. Acho que vou no dia 09.
- E por falar em livro, conheci o Fernando Andersen pessoalmente. A gente já se falava tanto por e-mail e telefone que nem senti que era a primeira vez que estávamos juntos. Um querido. Ah, ele me trouxe mais um livro da Sophia, «Dual», que não resisti e li no mesmo dia.
- Acabei de ler o livro «Droga e prostituição em Lisboa», do João Alves da Costa. Foi muito bom ler um livro que inclusive retrata a prostituição antes e depois do 25 de Abril. Percebi, através do livro, que daqueles tempos para cá muita coisa não mudou, mas alguma coisa já mudou, e que essa “alguma coisa”, apesar de não ser muita, já faz a diferença. (Não estou falando de leis, mas de comportamentos, apesar de por vezes uma coisa estar relacionada com a outra).
- Já acabei de ler «O Processo» do Kafka. O menino do blog, num dia que veio me visitar, tinha me contado que era um livro inacabado. Eu, distraída, não sabia disso, mas não me estragou a surpresa. O livro é muito bom, mesmo assim.
- Falando no Menino do Blog, ele achou muita piada quando lhe contei qual é uma das frases que a minha amiga D. usa frequentemente (principalmente quando contrariada, ou quando está a se defender de algum “abusado”): «Chupa aqui para ver se sai coca-cola», é o que ela diz esticando aquele dedo do meio. A D. é uma comédia.
- E por falar na D., está difícil conversar com ela. Liguei um dia desses, mas ela estava com a S. (a minha amiga com quem fui jogar sinuca) dentro do carro, lutando por um estacionamento. «Paula, o carro cabe, mas não me cabe!». Ela comprou um carro agora, mas é um desastre no volante essa minha amiga D., principalmente para estacionar, diz que já bateu algumas vezes, suspeito que “algumas vezes” quer dizer “muitas vezes”. Então ela ficou de me ligar mais tarde, mas não ligou, a D. tem uma vida tão agitada quanto a minha, apesar de hoje termos vidas tão diferentes. Dias depois ela me ligou, primeiro sua voz estava de um jeito, depois mudou, eu não entendi. Começou dizendo que Lisboa estava me fazendo muito bem, porque a minha voz estava óptima (a D. é muito observadora nesse sentido, apesar de, na maior parte das vezes, só notar o verdadeiro cansaço na minha voz) mas depois sua voz mudou, ganhou um tom mais macabro, sei lá. Ela falava baixinho, ficou me perguntando coisas sobre a agressão, eu ficava ali respondendo, querendo saber onde ela queria chegar, a impressão era de que ela suspeitava de alguém. Talvez seja cisma minha, pode ser que eu esteja agora a pensar em algo muito sério e depois ela venha me dizer apenas que preciso de protecção espiritual, que devia dar oferendas para a minha Dona Maria Padilha, etc. A D. costuma se consultar com um cara lá do Brasil, que lê as cartas pra ela, um dia me convenceu, eu quase ri quando ele começou a me dizer tudo aquilo que parecia acreditar que eu queria, quando na verdade era o oposto de tudo o que eu queria. Mas aí o meu telefone tocou, era um cliente que estava esperando, ele já tinha estacionado aqui perto, mas foi primeiro ao multibanco e disse que ligava assim que voltasse. Voltei a ligar depois que ele foi embora, o seu tom agora era outro, alegre. «Paula, estou linda, emagreci 8 kilos!». Antes que pudesse completar a frase a perguntar o que tinha feito, a ligação caiu, o telefone dela ficou sem bateria. Ainda não nos falamos depois disso.
- O tal cliente que atendi quando interrompi o telefonema da D. era um alemão, foi nosso primeiro encontro. Não consigo dar um palpite sobre a idade dele, porque, como é loiro, cabelo bem claro, pouco posso notá-los entre os cabelos brancos. Mas deixa eu contar… Que homem gostoso, hein? Sabe aquele tipo de homem que sabe te segurar e te guiar? E o sexo foi bem lento, muito lento, como se tivesse a pressionar pontos dentro e fora do meu corpo. Às vezes um homem tem 20 anos e não sabe ser gostoso como um homem mais velho. Às vezes o homem é mais velho e ainda não aprendeu nada. Ou seja, a idade não significa nada, o que importa é a pessoa.


















