Interessante o comentário que recebi do meu amigo Fernando Andersen a respeito do post sobre o dia internacional contra a violência sobre trabalhadores do sexo:
«(…)Mais uma vez tens razão, no que escreveste acerca das trabalhadoras do sexo. Pouca gente haverá que se preocupará com elas. Depois de fazerem sexo com elas, já nada lhes interessa, ou, melhor dizendo, só lhes interessa despejar os tomates e na grande maioria dos casos é a único motivo para se aproximarem delas. Não as vêem como seres humanos, e têm um total desprezo por elas. Depois são capazes de olhar ou fugir, como se fossem leprosos. É triste, muito triste.(…)»
Gostei da palavra que ele utilizou, leprosos. Porque de facto é assim: para alguns, a única coisa que interessa é o contacto sexual com a ‘prostituta’, mas depois existe aquele nojo dela, como se ela fosse um poço de doenças, como se ela não fosse digna de andar na mesma calçada, e aí é estranho, estranho e contraditório, sexo e nojo, fazer sexo com alguém por quem se sente nojo, não é estranho?
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Não falarei apenas da posição de alguns clientes, porque devo dizer que também, para algumas profissionais, o leproso é o cliente. Serve o dinheiro dele, mas não serve mais nada, “Já está? Então adeus, já vai tarde.”
…
E se for para ficar olhando para quem é que tem a culpa, quem é que apenas está reagindo à atitude arrogante e esquiva do outro, a gente nunca chega em lado nenhum. De facto, assim penso, a culpa não é de nenhum dos dois, e ao mesmo tempo dos dois, que podiam mudar a situação. A culpa é de uma sociedade misógina, castradora e hipócrita, e as relações entre prostitutas e clientes não são assim tão diferentes - não de todo - das relações entre homens e mulheres. Há boas e más relações entre homens e mulheres, e a relação entre prostitutas e clientes também será um reflexo disso.
Hoje, 17 de Dezembro, é o Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadores do Sexo.
48 trabalhadoras do sexo foram mortas pelo americano Gary Leon Ridgway, e a partir de então o dia 17 de Dezembro se tornou o dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadores do Sexo. Gary, que pegou prisão perpétua, matava trabalhadoras do sexo porque pensava que nunca seria apanhado.
E, realmente, nem estava completamente errado, digo, podia ser que, se não fosse o grande número de mulheres, nem tivessem dado pela ausência delas. Por quê? Porque quase ninguém se importa.
Falemos sinceramente, sejamos hipócritas mas não tanto: quem se importa, quem realmente se importa com a morte ou a violência sofrida por uma prostituta, diz lá, quem, quem, quem? Eu te respondo: quase ninguém.
E por quê? Eu te digo: porque, quando se trata de violência contra uma ‘prostituta’, a atitude quase geral é de conformismo. “Ah, são ossos do ofício, é um risco que uma mulher dessa vida corre mesmo”, é assim que dizem, como se a violência sofrida fosse uma coisa que tivesse que ser considerada normal, só porque ela é prostituta.
É como se ela quase merecesse isso, é uma prostituta e então está tudo bem, não tem problema.
Estamos falando de mulheres e homens, de seres humanos, não apenas de ‘trabalhadores do sexo’. Estamos falando de pessoas, de vidas humanas, não das suas profissões.
Todavia, o que acontece é que, quando se trata de trabalhadores do sexo, é como se o olhar se tornasse diferente, é como se a violência se tornasse mais “normal” se aplicada a este grupo. Para você está tudo bem matarem os farmacêuticos, desde que não matem os médicos, a profissão faz deles pessoas diferentes, e aí um pode morrer, o outro não… (?!)
É o que acontece com a “prostituta”, todo mundo pensa que a conhece, todo mundo a julga, e todo mundo se acha melhor que ela também. Ela não é digna, é o que todo mundo pensa, e eu tô cansada de ouvir aquela mesma pergunta, se eu não gostaria de ter uma vida mais digna, cacete, eu tenho uma vida digna, eu sou uma pessoa digna, não é o facto de ser escort - ou se fosse o que quer que fosse dentro desta indústria - que muda o que sou, e cá eu só lamento se não me faço de coitadinha como esperavam, só lamento que eu não me ache - porque realmente não sou - pior que ninguém, ou indigna, ou algo do género, pelo contrário, eu me acho uma igual, de igual valor, então guarda o lencinho porque não vai ver lagriminha caindo não, sinto muito.
Mas sim, tenho a total noção de como os trabalhadores do sexo são vistos pela sociedade, ou são os marginais ou são os coitadinhos, mas jamais seres humanos - e que como tal merecem o mesmo respeito e tratamento. Esta última fotografia reflecte o que quero dizer aqui: estou falando de direitos humanos. Porque toda vez que se fala em violência contra trabalhadores do sexo, a primeira coisa que se fala é de uma regularização da profissão, como se só a profissão importasse, como se o trabalhador do sexo só pudesse e devesse ser respeitado se tiver os seus “direitos trabalhistas”, e aí eu lembro de uma colega que uma vez quis ir à polícia dar uma queixa de uma violência sofrida, mas que depois me disse “Como poderei reclamar disso se minha actividade é ilegal?”, no que eu respondi para ela “Sua actividade não é ilegal, só não está regularizada perante a lei, e além disso, antes de atacar a sua actividade, foi você, a sua pessoa que foi atacada, que sofreu uma violência, não é o facto de não ter direitos trabalhistas que implica que com isso você tenha perdido os seus direitos humanos”, porque é isso o que acontece também, a sociedade o tempo todo empurra os trabalhadores do sexo para debaixo do tapete, como se fossem sempre o lixo da rua, que o próprio trabalhador do sexo, muitas vezes, perde a noção do seu valor enquanto gente, antes de ser um profissional, seja de qual área for.
Se você se importa
Como disse, quase ninguém se importa.
Mas, se você se importa, celebre este dia, seja você trabalhador do sexo ou não.
Como? O símbolo desta data é o guarda-chuva vermelho, como podem ver nas imagens desse post. Se tiver um blog, escreva sobre isso, ou insira a imagem, ou então substitua a sua foto por um guarda-chuva vermelho nas redes sociais.
Abaixo alguns links onde podem saber mais da história desta data, ou pegar as imagens de guarda-chuvas vermelhos.
- Artigo no Público
- http://www.scarletalliance.org.au/events
- http://www.sexworkeurope.org/icrse/index.php/en/home-mainmenu-186
Agradecimentos:
1- À Alexandra Oliveira, que lembrou da data antes de todo mundo e forneceu os links acima.
2- Ao GAT.
Obs: Esse post ficou maior do que eu previa ou quisesse que ficasse. Portanto, se quiser pular esse post gigantesco, faz apenas isso: clique aqui e deixe um comentário, que assim você vai estar doando 0,10€ para as vítimas das enchentes em Santa Catarina. Não, você não precisa pagar nada para deixar o comentário, mas só será possível fazer o comentário até hoje.
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Solidariedade é atitude. Solidariedade sem atitude é no máximo compaixão.
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Conforme viram na parte 2, tenho um motivo muito pessoal para ficar tão comovida com a situação da enchente em Santa Catarina. Eu sei o que é isso, e olha, é algo muito, mesmo muito triste.
Não sou de Santa Catarina, mas sei que, neste momento, toda ajuda é bem vinda. Todos os tipos de ajuda são necessários. Seja isso em dinheiro, seja isso em roupas, seja isso em comida, seja isso em material de construção para ajudar as pessoas a reconstruírem as suas casas, seja em remédios, seja em… olha, muita coisa, lembre-se que a maioria das pessoas acaba perdendo tudo com uma situação como esta.
É claro que, de algum modo, fiz com que lá chegasse a minha ajuda anónima. É muito fácil olhar para algo, dizer “ó, é muito triste” e não fazer nada. É muito fácil olhar para algo e não ajudar apenas porque a sua ajuda só poderá ser pequena.
Sinceramente? Não importa se a sua ajuda é grande ou pequena, o que importa é que haja uma grande acção de solidariedade, o importante é que a ajuda exista, independente do seu tamanho.
O que importa, acima de tudo, é que não sejamos levados pelo conformismo com as tragédias anunciadas nos jornais, que não sejamos levados pelo comodismo de pensar que apenas os políticos têm que fazer alguma coisa (ter, têm… mas fazem?). A responsabilidade é de todos nós. Porque, se não formos nós a lutar por nós, quem lutará?
É preciso haver esse espírito de solidariedade. Ao contar a minha experiência pessoal o meu único intuito era apenas este, mostrar uma situação na primeira pessoa, e não uma situação que é manchete de jornal. O jornal não vem molhado, não vem com frio, não vem com lama, não vem com lágrimas e desespero.
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Minhas limitações:
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Em função da minha actividade, é complicado falar sobre isso aqui. Porque, qualquer ajuda que envie para o Brasil traz comentários do tipo: «Está vendo? Estas brasileiras vêm para cá para explorar as pessoas e enviarem todo o dinheiro para a terra delas!». Para começar, não exploro ninguém, muito menos na actividade que exerço. Há situações claras, jogo limpo, preto no branco. Eu não me caso com ninguém por dinheiro, não acordo no dia seguinte dizendo “eu te amo” nem “amo-te”, pelo contrário, as coisas são muito mais honestas do que dita o estigma, e se há tanto preconceito é justamente por isso, não por ser desonesta, mas por ser honesta de mais, o que não é bem vindo numa sociedade que gosta de usar máscaras, que aprova hipocrisias, que vive de aparências. Mas, sempre que vejo tais comentários, é o mesmo que me dissessem: «Deixe que morram na enchente, deixe seus pais, seus irmãos todos morrerem, você está aqui e não deve ajudá-los, não deve ajudar ninguém». É claro que, na verdade, ninguém pensa em situações com estas. Pensa apenas que estou nessa actividade para comprar vestido ou frequentar spa, tsc. Mas claro, ofende sim sempre que vejo comentários como estes, que são mais constantes do que vocês pensam. (Note: não estou falando de xenofobia, não estou falando de um grande grupo de pessoas que respeitam às outras e as responsabilidades das outras, estou falando apenas de um pequeno grupo que sim, alimenta esse preconceito. Um preconceito injustificado, afinal de contas muitas pessoas aqui também foram para outros países, e, ao irem para outros países, certamente que não pensaram apenas em ter uma boa vida neste outro país, mas também em oferecer melhores condições àqueles que ficaram. Por isso confesso, me chateio muito quando vejo reportagens sobre a prostituição - iria dizer “acompanhamento”, mas, se o foco são as brasileiras, raramente se usa a palavra “acompanhante”, tsc [!?] - e, nos comentários, vejo coisas desse tipo, que para mim são desumanas. É muito fácil julgar ao outro, é muito fácil dizer ao outro o que fazer com o próprio dinheiro. Difícil é se colocar no lugar do outro e inclusive pensar que o outro, afinal, talvez tenha responsabilidades sérias. É sempre mais fácil esperar o pior do outro e julgá-lo antes de ele ser ouvido. Confesso, me chateia esse pré-julgamento, essas críticas feitas por quem, afinal, não se colocou no lugar do outro, não se perguntou se, na situação do outro, e sem ter mais qualquer outra opção, se faria alguma coisa - fosse o que fosse! - ou se ficaria ali no meio da enchente esperando um milagre.)
Mas mudemos de assunto porque o tema desse post não é este. Pelo contrário, esse post final é para felicitar uma iniciativa que vem lá da Zona Centro. Paulo Faustino, conhecem?
Conforme expliquei no post anterior, tinha mesmo que publicar esse post hoje, pulando a parte 3 que será publicada depois. Entenderão abaixo.
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O blog do Paulo Faustino:
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Há algum tempo atrás conheci o blog do Paulo Faustino. É um blog sobre SEO, marketing, Google Adsense, dinheiro e sucesso. Ainda não consegui ler o blog inteiro, mas em pouco tempo já li boa parte dos posts. Cheguei lá procurando mais artigos sobre SEO, e é, certamente, um dos blogs com mais conteúdos sobre este tema. Além disso o Paulo faz um trabalho sério, consistente, em linguagem simples, directa.
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Minhas limitações enquanto “blog adulto”
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Nunca deixei um comentário lá. Nunca enviei um e-mail. Não assino os feeds, porque, assim que digito http no meu navegador, o blog dele é um dos primeiros que aparecem na minha lista do Firefox.
Pensei sim em pagar para colocar lá um banner, nem que seja um pequenino no topo, o que ele oferece a quem faz um donativo, mas fiquei sem graça pelo facto de ter um site adulto. É claro que eu podia fazer um donativo e pedir para não colocar banner nenhum, mas entendo o que o Paulo Faustino faz no que diz respeito aos donativos - leia essa minha página sobre os donativos do blog para entender a minha postura -, ou seja, ele recebe os donativos, mas oferece também algo em troca, neste caso oferece os banners.
Todavia, ele também já oferece algo em troca ao publicar conteúdos. Se eu fosse comprar livros sobre SEO, certamente gastaria bastante dinheiro e, lendo essa informação no blog dele, eu não estou pagando nada.
É como diz o meu amigo Alex Castro: «Quando vou comprar pão e tento pagar com o meu talento em criar fenômenos culturais internéticos, o seu Manuel diz que só aceita real.»
Ou seja, mesmo sem um banner, gostaria sim de fazer um pequeno donativo, afinal leio de graça conteúdos que poderia pagar em outro lado.
Acho que há toda uma postura de “está na net então tem que ser de graça”, mas acho que não tem que ser assim não. Não estou falando que os conteúdos devem ser obrigatoriamente pagos, estou dizendo que, se eu leio algo que me traz conhecimentos que de outra forma eu teria que pagar para obtê-los, se me sinto enriquecida com informações e conteúdos que me são dados gratuitamente, por que não posso colaborar com essa pessoa pelo seu trabalho?
Entretanto, como não tenho nenhuma intimidade com o Paulo - como disse, nunca enviei um e-mail, nunca enviei um comentário, nada -, fiquei sem graça e acabei não fazendo nem uma coisa e nem outra (sobre o donativo com banner ou sem banner).
Pensei também em enviar um guest-post para ele - dentro da temática do blog dele, claro - mas também fiquei sem graça.
Por várias vezes li posts fantásticos por lá que quis linkar aqui, indicar. Vocês sabem como é a minha filosofia, o que não gosto não linko, mas, o que gosto, faço questão sim de indicar. Mas fiquei sem graça.
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Uma iniciativa que merece ser divulgada
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Todavia, li essa semana um post que fez com que fosse impossível para mim não fazer essa indicação. Pelo facto de ter um espaço adulto - ou que por alguns é considerado assim -, e por envolver um tema, filosofia, estilo de vida, ou sei-lá-o-quê que nem sempre podem ter aceitação por algumas pessoas - fazendo com que algumas inclusive possam se sentir ofendidas -, sempre me limitei, sempre me limitei muito sim no que diz respeito a colocar links aqui no blog. É verdade que estou sempre, sempre a indicar blogs, sempre a indicar artigos, sempre a fazer recomendações, e sempre recomendações muito boas, diga-se de passagem. Além dos visitantes do blog, também os assinantes das newsletters recebem os meus posts, e conhecem os blogs que indico. Mas tenho sempre muito cuidado sim, bastante cuidado, justamente porque não quero que ninguém se sinta ofendido ou invadido ao ser linkado num “blog adulto”.
Mas dessa vez não teve como. O Paulo escreveu um post que tem que ser linkado aqui. Não é só o post em si, mas sobretudo a iniciativa.
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Você pode ajudar as vítimas da enchente apenas com um comentário!
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O Paulo Faustino está oferecendo 0,10€, do próprio bolso, por cada comentário feito no seu blog, às vítimas da enchente em Santa Catarina. Isso mesmo, um nobre gesto!
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Doe 0,10€ fazendo o seu comentário de graça
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Como fazer? Clique nesse link do post que ele escreveu sobre a enchente em Santa Catarina e deixe lá um comentário. Só isso, você não precisa pagar nada, só deixar um comentário mesmo, quem paga é ele. Ele que está oferecendo, por cada comentário feito em seu blog, 0,10€ para esta causa tão nobre. Mas só vale até hoje, 08 de Dezembro!
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Gente que faz
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Depois de mais de 2000 posts publicados nesse blog, vocês já bem sabem que não sou uma pessoa de ficar apenas reclamando dos problemas. Eu não sou uma pessoa que fica esperando por um milagre, eu sou uma pessoa de acções. Reclamo sim, porque sou “uó”, mas não reclamo sem agir, não reclamo só por reclamar, não reclamo daquilo que não posso mudar.
Por isso, de forma alguma, poderia deixar passar em branco, poderia deixar de felicitar e divulgar essa iniciativa do Paulo Faustino.
Eu sei que, quando alguém faz algo por uma causa nobre, sempre vai ter aquele que vai acusar alguém que ajuda, que faz a sua parte, de estar fazendo isso para se promover. Quantas vezes não vemos, por exemplo, personalidades conhecidas abrirem associações de caridade, e de serem acusados de ajudarem tão pouco ou de fazerem isso apenas para se promoverem através da miséria alheia? Todavia, essas pessoas que só reclamam, que só vêem a maldade, se esquecem de uma coisa, uma simples coisa: independente da intenção, estas pessoas estão, pelo menos, fazendo a parte delas por um mundo melhor. Muito mais ajuda aquele que faz alguma coisa - mesmo quando a intenção não é a mais nobre, apesar de o ser a causa - do que aquele que fica reclamando mas não faz nada. A verdade é que obrigação, obrigação mesmo… ninguém tem obrigação por ninguém. Uma pessoa pode ser milionária e nunca ter ajudado ninguém, e realmente não tem obrigação mesmo de ajudar. Todavia, se ajuda, ao invés de reconhecerem o gesto, muita gente quer apenas reclamar, como se a reclamação fosse também uma forma de ajuda…
Não é o caso do Paulo Faustino, que tem um blog consistente e que, apesar de não ser um blog pessoal, há muito já demonstrou a sua seriedade.
Sendo também um blog sobre dinheiro, mais especificamente sobre como ganhar dinheiro, o Paulo também mostrou algo com esse post que muitos desconhecem: que não é só ganhando que se multiplica, mas doando também.
Por isso, para quem quiser participar desse trabalho tão bonito, basta deixar um comentário lá no blog dele.
P.S.: Apesar de parecer que publiquei esse post faltando 5 minutos para o fim do prazo dos comentários no blog do Paulo Faustino, na verdade a hora que está indo errada, neste momento ainda não são 11 da noite em Portugal. Queria ter publicado esse post mais cedo, é verdade, e tentei de tudo, mas hoje foi um daqueles dias em que não me foi possível chegar muito perto do computador. Mas pronto, ainda publiquei dentro do tempo…