Blog de intimidades de uma acompanhante… para relacionamento sério.

Amante Profissional - Diário íntimo.

Page 1 of 41234»


Notícia: o meu livro, «Alugo o Meu Corpo», publicado em Portugal pela Dom Quixote em 2007, chegou ao Brasil pela Editora Planeta. COMPRE AQUI.





novembro 4th, 2009 at 12:01 am

Uma viagem para Fevereiro de 2010

336

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Sei que para alguns vai parecer estranho, afinal ainda nem saímos de 2009, mas já tenho uma viagem agendada - marcada e confirmada - para Fevereiro de 2010.

É um acompanhamento exclusivo que vou fazer, uma viagem ao exterior com um amante-amigo, e ficaremos fora por uma semana.

É claro que até lá muita coisa pode acontecer, tanto na minha vida quanto na dele - e o que sabemos nós? Qual a diferença entre uma marcação para dentro de alguns meses ou para amanhã? Nenhuma, nenhuma diferença, não sabemos do que vai acontecer dentro de alguns meses, da mesma forma que também não temos toda certeza sobre o dia de amanhã. -, mas, por enquanto, está assim agendado.

É uma pessoa correcta, já fui acompanhante exclusiva dele por várias outras vezes, é uma pessoa que me trata muitíssimo bem, adoro viajar com ele, então é claro, foi um prazer marcar esse acompanhamento exclusivo na agenda.

Nota: Esta viagem já foi adicionada à minha agenda de 2010 relativa aos meses de Janeiro a Março. Mas como ainda não saímos de 2009, a agenda que está em vigor é a dos meses de Setembro a Dezembro de 2009.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 26th, 2009 at 4:30 am

Companhia das Manhãs - SIC - 11) Acompanhante por opção (Final)

353

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

A parte que eu achei que foi a mais forte, bom, eu não vi o programa, mas estava lá, então foi o que senti, foi na hora em que esclareci que, agora, sou acompanhante por opção. Foi o momento que senti a energia pesar, como se todo mundo perguntasse “Hein?”, “Como?”

Porque as perguntas primeiro rondavam em torno da prostituição, e fui honesta descrevendo o cenário, um cenário duro, o homem indo ali e pouco se importando com a sua vontade, e você ali também, em função do que vai ganhar no final da noite, aquela total falta de humanidade, o sexo sendo tratado como algo banal, uma violação consentida, e os relacionamentos - se é que se pode chamar assim - baseados na hipocrisia, a mulher que vai fazer sexo com um homem por quem ela não sente nem um mínimo de afecto, mas que sorri para ele porque depende de fazer mais um quarto para ganhar um pouco mais no final da noite, e o homem que também não gostaria que fosse o contrário, porque vai atrás de uma massagem no ego, reafirmação, e não de uma relação verdadeira, em que sentimentos verdadeiros brotam e manifestam.

Mas, como disse, não gosto de me fazer de vítima. Estive lá, vivi dentro deste cenário, mas também ali estava porque permiti, não foi? Não, eu não anulo a minha culpa, e também não me penalizo, há coisas que temos mesmo que viver, aprender com elas.

Eu me tornei forte, muito mais forte ao longo dos anos, e tudo deve-se às coisas pelas quais passei. Aprendi coisas, muitas coisas, inclusive a definir o que é bom para mim, o que quero ter perto de mim, e se talvez eu não tivesse passado por tudo isso, talvez hoje não conseguisse distinguir tão bem, entender tão bem como as coisas funcionam, como as pessoas são, e fazer melhores escolhas inclusive.

Sempre acho muito curioso porque, quando estava no bordel, sendo explorada, ninguém estava preocupado com isso, aliás, muitas pessoas até acham normal. Mas, agora que tenho pessoas ao meu redor que me respeitam - e que respeito igualmente -, agora que as coisas não são nem de longe parecidas com o que vivi antes, agora que tenho momentos fantásticos com pessoas maravilhosas, agora que comecei a me divertir, risos… as pessoas se preocupam.

- Uma mulher ser explorada é normal.
- Uma mulher ter que fazer sexo contra o seu real desejo e vontade é normal.
- Um homem usar o corpo de uma mulher apenas para esvaziar os tomates é normal.
- Um homem fazer sexo com uma mulher, sem ela no fundo desejá-lo, é normal.
- Uma mulher ser tratada como um objecto, e um homem como uma carteira ou cartão de crédito, é normal.
- Ser actriz com um homem, ser capaz das maiores hipocrisias e teatros, apenas por causa daquilo que vai ganhar deste homem, é normal.
- Viver de ilusão, ser homem e ir numa mulher para fazer sexo, e ainda por cima acreditar que ela realmente queria fazer sexo com ele, e acreditar nos sorrisos e nas frases simpáticas, acreditar-se simplesmente no que se quer acreditar, apenas porque é preferível acreditar naquilo, por mais que as condições digam o contrário… é normal.
- Tratar o sexo, que deveria ser um relacionamento humano, como um “serviço”, um produto ou acessório, como algo que não depende da vontade alheia… é normal.

Mas…

- Ter um relacionamento com as pessoas, onde a liberdade acima de tudo, e o consentimento e desejo de ambas, inclusive o meu consentimento e desejo, são importantes… bem, isso não é nada normal.
- Ser independente, não ser explorada e também não explorar ninguém, simplesmente ter regras claras, e aceita-as e me procura quem estiver de acordo apenas… isso não é normal.
- Não querer olhar nem por cima e nem por baixo, mas de frente, olho no olho, como em qualquer relacionamento… isso não é normal.
- Estar com pessoas, e não querer ser uma actriz com elas, e elas me respeitarem, e eu devolver este mesmo respeito… isso não é normal.
- Eu ter a opção de dizer não, poder escolher sim, poder querer estar com algumas pessoas mas também ter o direito de não querer estar com outras… isso não é normal.
- Gostar das pessoas que me visitam, e que me tratam bem… isso não é normal (Será possivelmente normal gostar então das que não tratam bem?)

Não tem nada a ver com o facto de ser acompanhante. Há muitos outros valores, entre o normal e o anormal, que trariam por resultado as mesmas conclusões…

Esse post faz parte de uma série que termina aqui. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 23rd, 2009 at 5:30 am

Companhia das Manhãs - SIC - 10) O que eu ia dizendo a respeito do orgasmo

321

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

O que eu ia dizendo a respeito do orgasmo, e que não deu tempo para dizer tudo, é simples como isso: hoje, para mim, até acho impensável fazer sexo se não for para ter um orgasmo.

Não, não quero dizer que sexo tem que ser sempre com orgasmo, ou que sexo sem orgasmo não é sexo ou que tenha que haver a obrigação de ter um orgasmo, até porque tem dia que a gente pode querer aquele orgasmo como libertação do desejo, subir pelas paredes e gozar baldes, até ver estrelas, e aquele dia em que tudo o que quer é um pouco de carinho, ser acarinhado por alguém, acarinhar alguém, e isso tudo para mim também é orgasmo, pode não ser um orgasmo físico, mas um orgasmo espiritual, logo, quando falava que não vejo sentido em fazer sexo sem ter um orgasmo, não estava falando apenas do orgasmo físico - que sim, é frequente -, mas também do orgasmo espiritual.

Falando claramente, o que queria dizer é que não vejo sentido em fazer sexo apenas por fazer, ou apenas porque o outro quer, ou fazê-lo para não sentir desejo, para não sentir nada, sexo é algo que é feito entre duas pessoas, logo eu tenho que sentir também, eu tenho que estar ali, corpo e alma.

É verdade que, nos tempos em que trabalhava em bordéis ou em casas de convívio, raras excepções contrárias, os clientes eram diferentes, para eles era indiferente eu estar ali mesmo - quer dizer, houve muito cara que quis sim que eu estivesse ali, mas não por causa de mim, por causa da vaidade dele, do ego, até porque não era um relacionamento, ser eu ali ou qualquer outra era completamente indiferente para ele, se eu não estivesse ali ele iria em outra -, mas, os homens que recebo hoje, querem um relacionamento, não um serviço ou uma obrigação, logo seria uma falta de respeito com eles, e também comigo, se, quando fazemos sexo, este não acontecesse com a mesma intensidade e verdade que num relacionamento normal, e não num relacionamento “comercial”, porque não é isso o que eles buscam, “alguém que finja que gosta de estar com eles”, coisa habitual em bordéis ou casas de convívio, onde a real vontade alheia não costuma ser tão importante.

Mas o que eu ia dizendo e que não deu para dizer é outra coisa. Ia dizendo que, mesmo nesses tempos de bordel, em que era tudo mais duro, em que inclusive não existia propriamente um relacionamento, dado que ali éramos objectos substituíveis, eu tinha orgasmos também, não com a mesma frequência, mas de vez em quando, quando quisesse tê-los. Isso porque, com o passar do tempo, eu descobria que um orgasmo era muito importante para mim. Além de me relaxar - porque haja stress dentro de um bordel! -, risos, também me lubrificava, o que ajuda, inclusive, a evitar que algum preservativo rompesse. Porque há homem, por exemplo, que perde a erecção se você usar lubrificante, é algo até psicológico, afinal você vai usar lubrificante em você e no preservativo, não no pinto dele, mas é assim, é só ele ver você pegando o lubrificante que o pinto dele amolece, então imagina como era, naquela época, atender vários homens na mesma noite, e chegar uma hora e estar seca, sem lubrificação alguma, e ainda por cima isso, chegar um cara que não quer que você use lubrificante? O problema é este, se você estiver seca, a probabilidade de o preservativo rasgar é maior, por isso eu me lubrificava de outra forma, através do meu orgasmo, também como uma protecção para mim, uma forma de evitar o risco de um preservativo rasgar. Sim, neste caso era também uma questão de sobrevivência.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 23rd, 2009 at 1:26 am

Companhia das Manhãs - SIC - 9) Por que não revelo o quanto eu ganho enquanto acompanhante? c) Conhecer as consequências da competição entre acompanhantes

195

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Conforme disse, nunca contei nem mesmo para as amigas mais íntimas e mais antigas, como a D. ou a M., o quanto ganho ou ganhava enquanto acompanhante. Elas nunca me perguntaram também, assim como eu nunca perguntei o quanto ganhavam. Isso não quer dizer que a gente tenha segredos, apenas há coisas que, simplesmente, não são da conta do outro, nem do melhor amigo. A D. sempre chegava dizendo que tinha conhecido um ou outro “barão”, é esta a expressão que utilizava, e logo ficávamos felizes por ela, mas jamais, em momento algum, perguntaríamos em quanto que o tal barão estava contribuindo, isso era uma coisa que só dizia respeito a ela e pronto, não tinha nem curiosidade, dinheiro dos outros é dos outros, o meu é meu.

Não posso calcular as minhas necessidades em função das necessidades alheias. O que é muito para mim, talvez seja pouco para você, o que é pouco para mim talvez seja muito para você, sempre vivi em função das minhas necessidades, não das alheias, não se pode comparar uma coisa com a outra, ou viver em função deste tipo de cálculo.

Acontece que nunca gostaram deste meu comportamento, porque para certas coisas sou mesmo reservada, não pareço, mas sou. Porque uma coisa é você contar sobre a sua vida, por livre vontade, outra coisa é acharem que você é obrigada a fazê-lo.

Porque quando acham que você é obrigada a fazê-lo, querem estabelecer uma espécie de padrão, algo que sirva como comparação.

Acompanhante ou pseudo-acompanhante que por exemplo me pergunta quanto é que eu ganho, quer saber o quê? O que ela quer saber é se o que eu ganho é aproximado, mais ou menos aquilo que ela ganha. E se for mais, o que ela vai pensar? Vai pensar “Por que ela ganha mais que eu?”, “Por que ganho menos?”, “O que ela faz para ganhar mais?”, “Onde é que ela vai arranjar tantos clientes com mais dinheiro?”, “O que é que ela tem que eu não tenho?”, “Mais quantos clientes eu tenho que atender para ganhar o mesmo que ela?”, ou seja, saber essa informação faz com que esta acompanhante ou pseudo-acompanhante se perca do seu padrão, digo, o que precisava inicialmente, para viver em função do padrão de outra, daquilo que outra ganha, tudo porque, se a outra ganha aquilo, não ganhar tanto quanto ou mais é sentir-se menor perante a outra.

O que acontece é isso, na maior parte dos casos. Menina se perde dos seus próprios padrões, das suas próprias necessidades, para viver em função do que acontece em volta. Se ela sabe que uma outra ganha mais, pergunta qual a razão de com ela ser diferente, não estar ganhando igual. Se descobre uma nova “moda” no sector, algum “serviço” que as outras estejam oferecendo, irá fazer igual como forma de também ganhar o mesmo que as outras, é assim que funciona, pelo menos para um grande grupo, raras excepções contrárias.

E o simples facto de saber sobre a remuneração alheia não é bom para elas, nem para os clientes, nem para o sector. Não é bom para o sector porque começa a aparecer novos “modismos”, novos comportamentos em massa com o mesmo intuito, não é bom para os clientes porque serão atendidos apenas em função de uma competição, ou melhor dizendo, apenas em função do tal dinheiro que as colocará no mesmo nível financeiro que as outras, e não será bom para elas próprias porque, afinal de contas, já deixaram de seguir o próprio padrão para viver em função de necessidades que nem são delas.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 22nd, 2009 at 1:35 pm

Companhia das Manhãs - SIC - 9) Por que não revelo o quanto eu ganho enquanto acompanhante? b) Não ser da minha conta o que os outros ganham

199

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Não pergunto para cliente nenhum o quanto ele ganha. Como disse na entrevistas, tenho os meus honorários, e ponto. O cliente me paga aqueles honorários e é o único dinheiro que me interessa, porque realmente me compete, é o meu tempo de companhia, mas o resto, o que ele tem ou deixa de ser, se é mais rico ou menos rico, quanto ganha por mês… são coisas que não me interessam mesmo, a mim o único dinheiro que me interessa é aquele que me compete enquanto acompanhante, ou seja, apenas aquilo que foi previamente acordado entre nós, e conforme também referi, se ele tem mais ou menos que outro, não interessa, será tratado com o mesmo respeito, e não de forma diferenciada apenas por ter mais que o outro.

Também nunca perguntei para acompanhante nenhuma o quanto ela ganha por mês, ou por semana, ou seja lá o que for. Não me interessa, nunca me interessou saber.

Sim, sempre me interessei em saber o quanto eu poderia ganhar, foi isto o que perguntei quando apareceu a proposta para vir para cá, mas não o que as outras ganham, o que as outras ganham não me interessa.

Há espaço para todo mundo, claro que há, mas nunca quis o espaço dos outros, quis só o meu.

Não me interessa o que as outras fazem, ou como fazem, ou quais são os clientes delas. Os meus, a minha vida, as minhas regras, é apenas o que me interessa.

Mas, curiosamente, em todo o meu percurso desde os bordéis e até hoje enquanto amante profissional, muita gente se interessa em saber o quanto eu ganho. É uma informação que não revelo, porque não é da conta de ninguém. E se alguém insistir, pode ter a certeza: mentirei.

D., que é a amiga que conheço há mais tempo em Portugal, não sabe o quanto eu ganho, nunca soube, M. também não, e eu também nunca soube o quanto ganhavam por mês. Claro que sim, quando trabalhávamos em bordel, passávamos a dica, se estava bom ou se não estava naquele lugar, mas nada de valores exactos. Por quê? Porque falar o quanto se ganha é, no mínimo, uma falta de educação, e perguntar ao outro o quanto ganha é uma falta de educação maior ainda, uma grande indelicadeza.

Se perguntar eu minto, só para fugir à pergunta. E sempre disse aqui no blog sobre isso, que se me perguntassem eu ia mentir mesmo, então se torna uma mentira avisada.

Chega a incomodar, ouvir uma pergunta como esta parece inveja e medo, no mínimo. Todo bordel era assim, tinha menina que parecia ficar sentada, a noite toda, contando quantos clientes eu tinha atendido, parecia querer saber mais do que eu o quanto eu tinha ganhado naquela noite. Já agora, que por opção já não atendo mais de uma dezena de clientes que atendia naquela época, agora que atendo um grupo mais selecto, a preocupação manteve-se, justamente porque não me vêem preocupada em atender mais clientes. É que a experiência me ensinou: só preciso me preocupar com a qualidade dos meus relacionamentos, o dinheiro será apenas uma consequência.

Tem menina que se desespera por causa de dinheiro. Aí fica deixando cliente mandar, faz tudo o que cliente quer, só por medo de não ganhar dinheiro suficiente. Chega inclusive a arriscar a própria vida, tudo para não perder cliente, para não perder dinheiro. E aí quando me vêem, impondo regras, recusando vários clientes ao telefone quando elas estão desesperadas atrás de clientes, ficam completamente em choque perante o meu comportamento.

Mas é que, assim como eu sou um ser humano, o homem que me procura também o é. Assim como eu não sou um objecto, ele também não é uma carteira. Assim sendo, aceitá-lo apenas porque ele vai me pagar um valor x, independente de quanto é este x, é um desrespeito, tanto com ele, quanto comigo própria.

Eu não encaro os meus relacionamentos como um “serviço”, já o disse aqui, apenas encarei como um “serviço” quando era procurada por homens diferentes, e que buscavam apenas por um “serviço”. Relacionamento para mim é um relacionamento, humano. Sim, sou recompensada financeiramente por essas pessoas, mas não é por isso que deixa de ser um relacionamento humano.

Há mulheres ditas “comuns”, que não se divulgam enquanto acompanhantes, mas têm casos com vários homens, ou talvez com um só, e são sustentadas por eles, ou recebem prendas deles, tipo uma jóia, ou o pagamento da casa e do carro, ou uma mesada, há algumas que até se casam com eles, e isso faz parte da vida pessoal delas, não é? Por que comigo é diferente? É a minha vida pessoal também, e que só diz respeito a mim e àqueles que se encontram comigo. Não, eu não ofereço um “serviço”, eu tenho um relacionamento com estas pessoas. A diferença? A diferença é que, desde o princípio, estas pessoas sabem que não é uma relação monogâmica. A diferença é que, ao invés de me ajudarem pagando as minhas contas, estabeleço um valor pelo tempo de companhia e, com esse dinheiro, pago as minhas contas, ou seja, dá no mesmo, a diferença é que não obrigo homem nenhum a ter que pagar as minhas contas todos os meses, aliás, a diferença toda é sempre esta, a liberdade que se tem, e a honestidade no relacionamento também, porque ele sabe de tudo, quando decide ser meu amante ele sabe de tudo, não há jogos escondidos. Temos um relacionamento, e aí eles me dão prendas, a diferença, apenas, é que eu estabeleço qual deve ser a minha prenda, neste caso os meus honorários. O que acontece é isso, há pessoas que têm preconceito com o dinheiro e, apenas por causa do dinheiro, são capazes de ver uma situação de formas muito diferentes…

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 21st, 2009 at 5:00 pm

Companhia das Manhãs - SIC - 9) Por que não revelo o quanto eu ganho enquanto acompanhante? a) Para não influenciar aspirantes

203

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Essa foi sempre uma regra que tive: não falo sobre o quanto ganho enquanto acompanhante. Não por apenas uma razão, mas várias.

Começamos por um ponto. Como sabem, recebo com frequência, mesmo com muita frequência, contactos de mulheres, homens também, mas 99,99% de mulheres, querendo ser acompanhantes, me contactando querendo conselhos neste sentido.

Não aconselho que entrem nesta actividade, como sabem, como tanto já repeti aqui no blog. Dou dicas aqui sim, falando da minha vida, mas não aconselho, nem poderia. Não aconselho porque estar nessa actividade é uma coisa muito emocional, não é uma coisa mecânica, ou desprovida de emoções - excepto para quem, antes de entrar nisso, já não tinha emoções. E aí eu posso saber do meu emocional, mas não saber do seu. E aí eu já passei por muita coisa, e soube me levantar, mas não sei como isso irá te atingir. E não, nem você sabe. Há coisas que a gente só sabe quando está a vivê-las, não pense que eu previ tudo o que ia me acontecer ou a minha reacção a tudo isso. E aí tudo bem, pode ser que você tenha estrutura para passar por isso. Mas e se não tiver? Não, por isso não aconselho, porque não posso ter bola de cristal para te dizer se vai correr tudo bem, e, se não correr, as consequências podem ser desastrosas, não só a curto como a médio e longo prazo.

E aí o que vejo, em função dos contactos que recebo, é o seguinte: maioria, grande maioria, quer ser “acompanhante de luxo”. O que eu temo? Que o dinheiro, e apenas o dinheiro, possa mudar toda uma decisão.

Dou um exemplo do que estou querendo dizer. Há pessoas, por exemplo, que se eu disser para elas que vão ser acompanhantes - sim, estou dizendo para serem acompanhantes, exactamente acompanhantes, e não pseudo-acompanhantes ou meninas de casas de convívio - ganhando 20€ por cliente, estas me dirão “O quê? Ser acompanhante e ganhar 20€? Nunca, jamais, ui que nojo, não seria capaz!”. Mas se eu disser que vão ganhar 200, “Bem, já é algo a se pensar.” Se digo então 2000 ou 20000, não restam dúvidas, querem mesmo ser acompanhantes.

Há todo um estigma. Para a nossa sociedade, é tudo uma questão de valor; aquela que cobra um valor mais alto é acompanhante, aquela que cobra um valor mais baixo é prostituta. Mas não é assim. Em alguns casos, aliás, uma “acompanhante de luxo” pode ser mais prostituta que uma mulher conhecida como prostituta de rua, porque, afinal, há coisas que uma prostituta de rua não aceita por dinheiro nenhum do mundo enquanto que, para algumas acompanhantes de luxo - ou neste caso “prostitutas de luxo” -, tudo é uma questão de acertar os valores.

Existe sim, no sector, é verdade, aquela coisa que costuma ser chamada de “vocação para puta”. São as “caçadoras de níqueis” ou alpinistas sociais, aquelas mulheres que fazem tudo por dinheiro e cuja vida gira apenas em função do dinheiro, e inclusive as pessoas serão medidas em função deste dinheiro ou do lucro que possam representar. Sim, para estas mulheres, a vagina é uma caixa registadora, para elas tudo vale a pena por causa do dinheiro e, não obstante, poucas coisas as incomodarão de facto num encontro com um cliente, e até serão capazes de ser teatrais com estes mesmos clientes, porque para elas, na verdade, a única coisa que importa será o dinheiro que este cliente representa e não o que se sente com ele, até porque não se sente nada.

Todavia, quando me pedem ajuda, calculo que não são mulheres assim. Que possam ser mulheres que precisam ou querem ganhar dinheiro sim, mas não que sejam mulheres calculistas e frias. A questão é que, qualquer actividade, mesmo qualquer actividade, você pode desempenhar de forma digna. Como? Respeitando-se e respeitando ao outro, simples assim.

Assim sendo, justamente por calcular que são essas pessoas que me pedem dicas sobre como entrar na actividade, e por saber que as pessoas têm emoções, que não aconselho, justamente por saber que não posso prever o que pode vir a acontecer na sua vida, logo, como reagirá perante tudo o que viver.

Todavia, de qualquer modo, sempre seria muito difícil falar num valor exacto que pudesse ser coerente com aquilo que a acompanhante novata vai ganhar. Por quê? Várias razões. Primeiro porque não se pode comparar uma acompanhante experiente com uma acompanhante inexperiente, uma acompanhante que já tem a sua “carteira de clientes” digamos assim, com aquela que ainda não tem, uma acompanhante que já tem credibilidade no sector, com aquela que ainda não tem, que ainda terá que conquistar tudo isto. É verdade que sim, justamente por ser novata, ela terá uma procura muito grande, todavia não pelos melhores clientes, porque os melhores clientes não costumam arriscar, os melhores clientes optam sempre por aquela que parece ter mais credibilidade, até para evitar golpes, burlas e etc., mas é assim mesmo, ao contrário do que se pensa, não dá para começar do topo. E fora isso tem outra questão, nem todo mês é igual, é uma actividade que apresenta oscilações, e há que se aprender a fazer um mês bom compensar um mês menos bom, ao invés de arrancar os cabelos porque estava contando que aquele mês fosse tão bom quanto o anterior.

Não dá para arriscar um palpite, dizer que você vai ganhar x, sem levar muita coisa em conta. Levar em conta por exemplo a experiência, o tipo de acompanhante que você pretende ser, se atenderá incall ou outcall, flexibilidade, o que oferece em termos de entretenimento, bagagem, diferencial, investimento em publicidade, tipo de publicidade, público-alvo, especialidades, ou seja, cada caso poderá vir, inclusive, a ser bem diferente do outro, porque o sector, inclusive, não é todo igual.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 21st, 2009 at 12:01 am

Companhia das Manhãs - SIC - 8) Os homens casados que procuram acompanhantes

295

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Pergunta que me foi feita no programa era relativa aos homens casados, se havia muitos casados que me procuravam. Fui honesta, boa parte são.

Confesso que no início, bem no início, esta era uma situação que me incomodava bastante. Aquela coisa, o que a gente não quer para a gente, também não quer para o outro, ou fazer ao outro, e por isso, de certa forma, sentia-me culpada, porque, de certo modo, fazia sexo com vários homens, homens casados inclusive, e me colocava no lugar das mulheres, e começava inclusive a pensar que, se fosse comigo, se tivesse um marido e este fizesse sexo com outra, seja ela profissional ou não, talvez eu não fosse tão moderninha para levar isso numa boa.

Mas, por outro lado, eu também sempre tive uma forma de pensar que é a seguinte: se estou com um homem, se tenho um relacionamento com um homem, e se impomos um ao outro a lealdade e fidelidade, se ele de repente procurar uma outra mulher, não é à mulher que culpo, ou às milhares de “tentações” que existem no mundo, se o meu compromisso é com ele, se a minha relação é com ele, é com ele que deverei me acertar.

E aí eu descobria outra coisa também: não adiantava dar murro em ponto de faca, o homem que quisesse ter relações extra-conjugais, as teria, não adiantava fazer nada quanto a isso. Era simples, era realmente simples assim: quem quisesse ter relacionamentos extra-conjugais, as teria mesmo.

Conheci homens que eram controlados o tempo todo pelas esposas, e que nem por isso deixaram de pular a cerca. Conheci homens que não eram controlados, pelo contrário, tinham esposas que os deixavam livres, e nem por isso, também, deixaram de pular a cerca. Todo mundo acha que o homem que procura uma profissional, seja ela acompanhante ou garota de programa, é porque lhe falta sexo em casa, ou porque talvez com a profissional encontre certas práticas sexuais que não têm em casa, e é claro que sim, ouvi uma ou outra queixa em relação a isto, mas também posso dizer que, muitos homens que atendi, tinham sexo com fartura em casa, mulheres liberais, que topavam tudo, ou seja, não era por falta de sexo nem de bom sexo que nos procuravam, aliás, eu até percebia que, no bordel, e ao contrário do que imaginava antes de entrar no bordel, éramos muito limitadas - por exemplo: uma grande surpresa para mim, no bordel, foi descobrir que apenas uma minoria de meninas praticavam o sexo anal; aliás, sendo muito sincera, em bordel, na maior parte dos casos, apenas aquelas que eram menos solicitadas pelos homens que faziam sexo anal, como forma de também terem clientes. Pensei que ali encontraria as pessoas mais liberais e, afinal, encontrava as mais puritanas, porque sim, em bordel a coisa mais comum é encontrar mulher que não aceita uma série de parafilias, digo, é mais fácil encontrar quem não aceita e quem não faz do que propriamente quem as faz, e uma surpresa foi esta, descobrir que num puteiro era o lugar onde menos podia encontrar putaria -, o que me levou a concluir, muitas e muitas vezes, que, pelo menos no que dizia respeito ao sexo, em casa ele tinha muito mais do que aquilo que ia ali procurar no bordel.

Confesso que durante um tempo, talvez até um bom tempo, eu tive preconceito sim, muito preconceito com os homens casados que me procuravam. Estava com eles e sentia raiva deles, uma raiva secreta, não gostava do facto de serem assim, de fazerem isso, serem casados, se fazerem de santos, mas ao mesmo tempo procurarem meninas em bordéis ou casas de convívio. Enojava-me, confesso que no início me enojava, e me entristecia também, e ver o número de homens, e saber que era um número tão grande de homens que faziam isso, eram casados e tinham encontros com outras, era algo que também me tirava o chão, dado que me tirava as esperanças, a esperança de acreditar na existência de homens que, afinal, poderiam realmente ser leais.

Mas o tempo passa, e nada melhor do que o tempo para nos dar respostas. Sabe o que foi que descobri? Descobri que estava errada, que estava errada em relação a eles.

Descobri uma coisa muito importante: que ninguém tem como sentir o outro, sentir as necessidades do outro, estar no lugar do outro. Por que eu teria que julgar um homem que estava ali comigo, que se encontrava comigo, apenas pelo facto de ele ser casado? Sabia eu o que ele estava sentindo, o que ia realmente dentro da alma dele, o que fazia com que sentisse essa necessidade de estar com alguém?

Eu descobria, com o passar do tempo, uma coisa muito importante: que eu era eu, que eu não deixava de ser eu, não deixava de ser eu por ter sido prostituta em bordel, ou por ter atendido tantos homens, mas que as pessoas me viam assim, como a prostituta, como se o simples facto de fazer isso anulasse todas as minhas outras características. Mas eu sabia, eu sabia o que era, e sabia que um único detalhe, qualidade ou defeito, não anulava a pessoa que eu era. E então eu vi que, com os homens casados, eu estava me comportando da mesma forma: estava a julgá-los apenas por isso, apenas pelo simples facto de serem casados, como se apenas isto, apenas este detalhe, pudesse mudar completamente o que eram, ou, inclusive, pudesse mudar a minha forma de enxergá-los, fazendo com que não enxergasse a eles, mas apenas àquilo que para mim parecia um defeito. E quantas e quantas vezes pessoas também não deviam ter me enxergado assim, apenas como a prostituta, apenas como algo que para elas era um defeito ou uma limitação, sem conseguirem me enxergar para além disso, enxergar quem eu realmente era? Não, eu não queria fazer isso, olhar para eles com o mesmo preconceito que outras pessoas olhavam para mim.

Descobria que, afinal, eu não tinha esse direito, esse direito de julgá-los assim, apenas por causa de um único comportamento, ou desvio de comportamento, seja que nome for. Descobria que, ao fazer isso, fazia como tantas pessoas que têm a visão limitada, afinal de contas é fácil, muito fácil enxergar os defeitos, ou até um defeito só, e deixar de enxergar as mil e tantas qualidades que uma pessoa possa ter. Porque a vida é assim, uma pessoa pode ter tido acções correctas a vida toda, ou feito coisas boas a vida toda, mas basta um erro, um pequeno erro, fraqueza ou deslize, qualquer coisa que seja contra os princípios alheios, para que as pessoas esqueçam todas as coisas boas e se lembrem apenas daquele único erro ou deslize.

Então como eu dizia, no princípio eu sentia sim, muita revolta com isso, e tinha sim um certo preconceito com os homens casados. Mas aprendia com o tempo, ninguém pode julgar ninguém, cada um sabe de si.

Além do mais eu descobria que, seja por qual razão for, o homem que fosse procurar uma acompanhante ou garota de programa, o faria de qualquer jeito. E não adianta impor, espernear, prender o homem em casa, aplicar multa… quando ele quer - independente de qual seja a razão - ele faz. E se é para ele fazê-lo, concluí, antes fazê-lo comigo.

Porque veja bem: se for para ele fazer isso, ou seja, ter um relacionamento extra-conjugal, ele vai ter mesmo. Mas, sendo um homem casado, corre mais riscos que os solteiros. Se ele decidir ter um caso com uma secretária, ou mesmo ter encontros com uma acompanhante que não seja apenas acompanhante, mas tenha interesse em ter algo mais de um homem, será muito natural ele ter perturbações, alguém cobrando dele a separação, alguém impondo a separação, ou alguém tentando engravidar dele, ou sexo sem protecção, ou seja, há uma série de riscos para o homem casado, e eu já vi muita coisa nesse sentido.

Deixei de sentir culpa. Atendo homens casados sim, mas são eles que me procuram, e se me procuram é porque têm uma razão, e não importa, na verdade não importa a razão, cada um tem o seu próprio jeito de ser feliz e de procurar a felicidade, e quem somos nós para julgar os outros? Atendo homens casados sim, mas não transformo nenhum homem casado em homem divorciado, aliás, seria até interessante fazer um estudo sobre isso, porque certamente se descobrirá que, os homens que procuram acompanhantes, dou o meu palpite, são os que menos se divorciam, digo mais, acontece muito de eu perder um amante por causa disso, por fazer com que muitos até se aproximem mais das esposas, ou que em alguns casos sejam as esposas a se aproximarem mais deles. Atendo homens casados sim, e exijo respeito deles, mas o respeito que exijo não é apenas aqui dentro, o que eles são aqui dentro também deverá ser o comportamento lá fora. Atendo homens casados sim, mas o meu intuito não é me casar com eles, não quero tirar marido de ninguém, aqui eu só sou uma amante profissional, cheia de regras, não estou aqui para me casar com eles, engravidar deles, fazer sexo sem protecção, ou seja, ao contrário do que se pensa, um encontro comigo é sim, com certeza absoluta, algo que representa menos perigo para um casamento. Se é algo que aconteceria de qualquer jeito, então que aconteça com menos riscos…

Sei que pode parecer estranho dizer isso, mas há 3 mulheres que já me escreveram a dizer praticamente a mesma coisa: que não sabem se os maridos visitam uma acompanhante, ou se têm uma amante, mas que, se tivessem, gostariam que esta pessoa sou eu. Eu sei, é de deixar o queixo caído, o meu queixo caiu também, e claro, me senti muito honrada - e inclusive emocionada - por dizerem isso.

De facto, é muito fácil olhar para algo através de um único ângulo. A vida é mais complexa que isso, e se fosse para sentirmos culpa de tudo, donos de tabacarias deviam sentir culpa pelas pessoas que morrem de câncer - quando é o fumador que decide comprar o cigarro -, ninguém comprava carro para não aumentar a poluição, ninguém comprava papel para não matar as arvorezinhas, e quase todo mundo, de alguma forma, devia sentir culpa por fazer algo que, apesar de por um lado fazer o bem, pelo outro também poder não fazer tanto bem, ou não tanto bem para uns ou outros. Da mesma forma que recebi o e-mail das três mulheres acima, e também de muitas outras pessoas, homens e mulheres que gostam de mim o do blog, recebo sim, também, em menor quantidade - ao contrário do que supus quando criei o blog - pessoas também a criticar, achando que, de certa forma, o que faço é um estímulo à deslealdade masculina. Mas o ponto central é este, igual ao caso da tabacaria, do carro e do papel: cada um sabe de si, e cada um é livre de saber o que precisa e de decidir se vai ou não buscar por aquilo que precisa, e por isso não, não esperem que, ao contrário do que me aconteceu no início quando entrei na actividade, eu continue sentindo culpa por isso, até porque, daqui do meu lado, tento fazer a cada dia o meu melhor.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 20th, 2009 at 1:00 am

Companhia das Manhãs - SIC - 7) As minhas ambições antes do bordel

238

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Uma pergunta que me foi feita no programa, não com estas palavras, mas mais ou menos assim: Entrei no bordel, aceitei entrar na prostituição por uma simples questão de ambição, por querer ganhar muito dinheiro?

Não.

Claro que queria ganhar dinheiro sim, para pagar contas, para não passar tantos perrengues, mas não para ficar rica, não foi com o objectivo de ficar rica que entrei nessa actividade.

Não quero que leiam o que vou dizer em frente pensando “ai coitadinha dela”, mas eu sei o que é passar fome, eu sei o que é de repente não ter um tecto, eu sei o que é não ter dinheiro para comprar remédio, mas não, de forma alguma isto é uma justificativa, até porque, se assim fosse, todo mundo que é pobre devia se prostituir, e bem sabemos que - felizmente - não é bem assim, a maioria das pessoas pobres têm trabalhos - quando têm trabalho - ditos “normais” e vidas também ditas “normais”.

Mas eu tinha um pouquinho mais do que 20 anos. Estudos? Tinha sim, sempre estudei, sempre adorei estudar, sempre fui o tipo de pessoa que estuda por gosto, e não por obrigação. Vontade? Tinha em excesso. Determinação? Meu nome do meio. Mas tinha pouca experiência no currículo, era demasiado jovem também, e era difícil conseguir tão rapidamente um emprego dito normal.

Aí rolou aquele tal emprego lá no sexphone, emprego este que não escolhi por ser um sexphone, eu nem sabia que de um sexphone se tratava quando respondi ao anúncio que pedia por telefonistas com boa voz e acabei passando no teste. E depois houve aquele outro emprego lá na multinacional, onde fui promovida, mas onde também tive que enfrentar o assédio sexual do meu chefe.

Não, ainda não tinha passado pela minha cabeça a ideia de algum dia me prostituir, mas pensei sim, quando vivi a situação de assédio no trabalho, que seria muito mais digno me prostituir de verdade do que me prostituir para manter um emprego. Reflecti que me sentiria melhor, mais digna, se fosse para a cama com vários homens, do que se fosse com ele, naquela situação, apenas porque ele abusava do seu poder e da minha necessidade. E não, não fui para a cama com ele. Se pudesse voltar atrás, iria para a cama com ele hoje? Também não, risos. (E é claro, devo dizer, que não foi tudo tão simples como parecia na teoria. Comi o pão que o diabo amassou sim, mas foi como eu disse na entrevista, a gente cai lá em baixo, mas depois levanta. Quanto mais fraco, mais forte.)

Aceitei vir para Portugal e encarei a prostituição como um emprego. Porque foi isso mesmo, foi uma oportunidade de emprego que me apareceu. Falando muito abertamente, um emprego como puta, na verdade aprendiz de prostituta, mas era um emprego.

Se naquele tempo, em que eu tentava sair da multinacional, em que estava pressionada pelo patrão que queria me mandar embora se eu não fizesse sexo com ele, e que eu procurava emprego, desesperadamente, não apareceu nada? Não, não apareceu realmente nada. Podia aparecer mais tarde? Podia, mas as contas não iam ficar esperando, e eu detesto ter cobrador à porta. Você entra num emprego e pensa que vai ficar ali a vida toda, e foi o que pensei quando ali entrei, mas afinal aquele assédio atrapalhava tudo.

Não, vocês não sabem o que é pegar um autocarro, dar aquela sorte de ninguém te expulsar do autocarro - porque você não pagou, não tinha dinheiro para pagar -, e juntar as moedinhas para comprar o jornal, ou ler o jornal na biblioteca quando não tem dinheiro nem para o jornal, e ficar batendo de lugar em lugar, o dia inteiro, entregando currículo, indo a entrevistas, todos os tipos de entrevistas, para todos os tipos de emprego, o suor escorrendo pela cara, Rio 40º, e para depois, no fim do dia, você nem saber se vai conseguir voltar para casa de novo - dado não saber se vai dar a sorte de o motorista do autocarro não desconfiar que aquele uniforme é falso, logo não te expulsar do autocarro dizendo que você deveria pagar a passagem como os outros. A minha vida era assim, a minha vida era sempre assim por lá, sempre no maior aperto. Não era o tipo que devia as pessoas, que se consumia em dívidas, mas estava sempre sem um centavo dentro da carteira, e sinceramente estava já muito cansativo viver assim, sempre na corda bamba.

Claro que pensei em não aceitar o convite para a prostituição. Mas tinha outra opção? Não, não tinha. E o que eu não queria, o que realmente não queria, era passar a vida toda me perguntando como teria sido se eu tivesse vindo. Não queria era chegar aos meus 70 ou 80 anos e me queixar do que não fiz, e me queixar achando que, se tivesse vindo, se tivesse aceitado ser prostituta, tudo poderia ser diferente. Até porque eu sabia que, aos 70 ou 80 anos, uma oportunidade como esta não me apareceria assim tão facilmente, nem com tanta frequência com que me aparecia aos 20.

(Ou se é jovem, ou se é velho de mais para trabalhar. Aos 70 ou 80 seria bem pior, porque nem isso, nem convites para a prostituição receberia…)

Porque era assim, eu tinha 20 anos, 21 para 22, e convites para a prostituição recebia, sem eu nunca ter procurado por isso. Emprego, emprego mesmo, que era o que eu queria, não aparecia de jeito nenhum.

Me foi então perguntado no programa se não apareceu nada. Não, não apareceu, naquele tempo em que eu procurava, antes de vir para Portugal, não apareceu realmente nada. Estamos falando de uma realidade de uma garota jovem, com pouca experiência profissional no currículo - comecei a trabalhar cedo, mas tive mais estágios do que emprego com carteira assinada, como se diz no Brasil. Estamos falando do Rio de Janeiro, Brasil, não da Europa, e de uma margem de desemprego muito grande, e de uma época, principalmente, em que conseguir emprego é tão fácil quanto ganhar na loteria.

Se tivesse aparecido um emprego naquela época, e fosse por exemplo para lavar escadas, foi o que me perguntaram, eu teria aceitado lavar escadas ao invés de vir para Portugal para ser prostituta? Claro que sim, claro que preferia ter ficado no Brasil a lavar escadas! O faria sim, com toda a dignidade e com todo o orgulho. Me tornaria a melhor pessoa do mundo a lavar escadas, o faria sim com todo prazer. Juro, teria dado pulos de felicidade se, naquela altura, me tivesse aparecido um emprego para lavar escadas! O teria aceitado com o mesmo orgulho que teria por qualquer outro emprego dito normal, independente se ganhando mais ou ganhando menos, o importante era ter um emprego, ter alguma renda para pagar as contas.

Se pensa que prostitutas são prostitutas apenas porque não querem trabalhar. Às vezes é fácil supor no outro uma preguiça quando se teve tudo nas mãos, quando tudo veio fácil. É fácil supor que o outro não fez diferente apenas porque não quis, afinal para si foi tudo tão fácil, não foi?

Sabe por que é que eu sou tão forte como pessoa, por que é que eu passo por tantos perrengues, por que é que eu tenho essa resistência tão grande, essa capacidade de cair sim, ir lá em baixo, mas saber me levantar ao invés de ficar me queixando de tudo, chorando pelos cantos? Porque eu sou uma pessoa abençoada. Porque eu tenho saúde, esperança, determinação… e ter isso, meus caros, é ter tudo. Pra quê, ou por que vou me fazer de vítima se, afinal, Deus me deu tantas coisas? Não, nada está perdido. A gente pode errar aqui ou ali, ou cair aqui ou ali, mas acima de tudo eu sei que posso mais, que posso sempre mais, porque tenho saúde, porque graças a Deus tenho saúde, por que então reclamar da vida? Foi uma pergunta que me foi feita, o que tenho que outras pessoas talvez não tenham, para resistir a tudo assim desse jeito, e a resposta é esta, talvez uma fé, talvez uma segurança, mas com certeza o facto de ter essas coisas de graça, saúde, determinação, e de saber ser grata por ter tudo isso. Tem gente pior, gente muito pior que a gente, e eu sei olhar em volta e ver isso, por isso sigo em frente sem ficar reclamando, sem achar que os meus problemas são sempre maiores que os dos outros, sem ficar me fazendo de vitima ou de coitadinha.

Não, eu não estava escolhendo emprego. Eu não estava vindo para cá, para ser prostituta, apenas porque não queria lavar escadas, ou exercer qualquer outra profissão. Lembro muito bem do desemprego nessa época no Brasil - não sei dizer se ainda está assim, talvez esteja um pouco melhor agora, talvez esteja igual ou pior -, mas me lembro muito bem dessa época, engenheiro, arquitecto, tudo gente com nível superior, disputando emprego para varrer rua, para vocês verem como são as coisas, se gente que tem estudos superiores e experiência já não conseguiam emprego com facilidade, imagine então eu, naquela época, com 20 e pouquinhos e pouca experiência? Emprego como puta não faltava, era o emprego que vinha atrás de mim, era a oportunidade que vinha em forma de convite, sem eu nunca ter pensado nisso, ter idealizado, mas emprego, emprego mesmo, como eu queria, corria atrás, mas sem sucesso, o emprego corria de mim, ia para as mãos de outra pessoa, o que não faltava era gente disputando o mesmo emprego.

Não, eu não aceitei ser prostituta como um sinal de falta de humildade por não querer lavar escadas. Aceitei ser prostituta justamente por ser humilde, porque era sim, muito sinal de humildade, aceitar ser prostituta. Aceitar prostituta, quando é a última coisa que você pensaria fazer na vida, ou no meu caso, algo que afinal eu nunca nem tinha pensado em fazer algum dia na minha vida, algo que não tinha passado nem como sombra pela minha cabeça, era, no mínimo, um sinal de um humildade sim, e não um sinal de deslumbramento ou ambição como podem pensar alguns. Humildade, para aceitar ser prostituta eu tinha que engolir muitos dos meus princípios, ou de princípios dos outros que foram incutidos em mim, viver com o preconceito, encarar o preconceito, fazer parte daquilo que antes ficava “lá do outro lado”, e era sim, no mínimo um sinal de humildade aceitar fazê-lo.

Não aceitei ser prostituta porque não queria aceitar outra opção. Qualquer opção, se houvesse, até digo principalmente naquela altura, em que eu tinha tantos preconceitos quanto a maioria das pessoas em relação à prostituição, seria melhor do que me prostituir.

E se houvesse algo em vista, alguma resposta ainda para esperar, alguma gota de esperança… eu teria ficado, eu não teria aceitado vir para cá, até porque eu me conheço, ninguém se pune mais do que eu mesma, ninguém é mais exigente comigo do que eu mesma, e se tivesse alguma possibilidade de arrumar um emprego rapidamente no Brasil, eu teria ficado sim, até porque não queria passar vários anos da minha vida, ou meses, ou semanas, ou dias, ou um único dia que fosse, sabendo que optei pelo que me parecia mais fácil, pela oportunidade que veio mais rápida, quando havia outra opção. Eu me puniria, se tivesse outra opção, se realmente esta não fosse a única opção, eu com certeza que me puniria.

Como eu ia dizendo, então não foi ambição não, não aquele tipo de ambição que é ganância, não tinha nada desse negócio de querer ficar rica não, não foi com essa cabeça que vim para cá. Vou ser muito sincera, sabe qual era o meu objectivo naquela época? Era só ter um dinheirinho no Banco, era ficar aqui por 3 meses, depois voltar para lá com esse dinheirinho, e procurar um emprego, dessa vez sem aquele sentimento de desespero, de emergência, poder pagar as continhas mensais, e procurar emprego sem pressa, e ter um dinheirinho no Banco, poder comprar jornal para procurar emprego, pelo menos saber que tinha aquele dinheirinho lá, guardado, que me deixaria sobreviver por pelo menos uns 2 ou 3 meses caso por este tempo não conseguisse emprego nenhum.

Era isso, só isso. Se sobrasse, eu podia também publicar o meu livro, nem que fosse numa gráfica, uma edição só para mim, para pensar no que fazer depois, nessa época eu nem fazia ideia de qual seria o preço, era só sonho mesmo, sonho, não uma meta. Meta mesmo, naquela época, era só isso mesmo, ter um dinheirinho no Banco, nem conta no Banco eu tinha naquela época, até porque nunca tinha dinheiro para colocar lá, risos, a minha meta era apenas isso, ter um dinheirinho para me manter, para que não estar sempre no desespero, no sufoco, era só este o desejo, de me livrar da sensação de sufoco que me perseguia desde sempre.

Mas depois aconteceu o que aconteceu, - tudo o que contei está no meu livro Alugo o meu corpo, mas não assim de forma tão resumida - e aí sim, acho que mudei, aliás, a gente muda com o tempo e com as experiências, mas nessa época, nessa época quando vim, o que eu desejava mesmo, muito sinceramente, era apenas isso.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 20th, 2009 at 12:01 am

Companhia das Manhãs - SIC - 6) Acompanhantes, clientes, pseudo-acompanhantes e casas de convívio

215

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Qual a diferença entre acompanhantes e casas de convívio, e entre clientes de casas de convívio ou clientes de acompanhantes?

Em primeiro lugar é necessário esclarecer uma coisa: a existência de eufemismos no sector. Pode haver acompanhantes que são pseudo-acompanhantes, mas fazem apenas o chamado “convívio”, ou meninas de convívio, inclusive, que mais exercem o acompanhamento do que propriamente o “convívio”.

Entre elas, a diferença, sobretudo, é a liberdade. Não só a liberdade que se tem, mas a liberdade que ela impõe a si própria. Aquela que vai atender um cliente pensando em apenas o quanto mais vai ganhar naquele dia ou naquela semana, mas não em quem ele é e em como ela vai se sentir com ele, não será propriamente uma acompanhante.

Entre os clientes, uma das diferenças é a exclusividade, o cliente de acompanhante quer algo mais íntimo, mais exclusivo ou semi-exclusivo, mais discreto, e não ser o próximo da fila, o próximo a tocar à campainha, o próximo a se deitar na mesma cama; quer estar com uma mulher e saber que, consciente ou inconscientemente, não está a explorá-la ou explorar uma fragilidade.

Mas o ponto central, na diferença entre acompanhantes e casas de convívio, ou entre clientes de acompanhantes ou clientes de casas de convívio, acaba por ser o sexo, a existência ou possível inexistência dele.

Por exemplo, uma das formas mais fáceis de reconhecer um bom cliente para uma acompanhante é perguntar a ele qual a sua posição em relação à possibilidade ou não de haver sexo. Não quer dizer que acompanhantes não façam sexo, afinal mulheres livres podem fazê-lo com quem querem - desde que o outro também queira, risos -, independente da profissão que exercem.

A questão é que, para o cliente que procura uma casa de convívio ou apenas uma ‘pseudo-acompanhante’, o sexo será, para ele, algo que tem que ser garantido, algo que ele inclusive já tem como garantido. Algo que, independente de ela gostar dele ou não, ela tem que fazer. Algo que “está incluído no pacote”, é a parte principal do “pacote”, é assim que ele pensa, tipo “pagou-levou”.

Entretanto, para o homem que procura por uma acompanhante, que procura realmente por uma acompanhante e não por uma pseudo-acompanhante, o sexo não é algo garantido. Porque, mesmo que possa vir a acontecer na maior parte das vezes, ou não, depende de pessoa para pessoa e da relação entre essas pessoas, para ele, o importante, é haver também a liberdade dela, o querer dela e o dele, e poderem se conhecer, e poder haver uma conquista, um espaço para as pessoas se conhecerem, ao invés de banalizar as relações - humanas e sexuais.

Da mesma forma, poderá ser reconhecida uma acompanhante também em função da forma com que ela lida com o sexo e com a sua liberdade. Por exemplo, uma pessoa que promete te levar ao céu logo no primeiro telefonema, quando vocês ainda nem se conhecem pessoalmente, ou seja, nem você e nem ela sabem se haverá ao vivo cumplicidades, compatibilidades, quer dizer, já sai prometendo várias coisas relacionadas com o sexo, ou prometendo apenas sexo, quando ainda nem sabe se vai gostar ou não de estar contigo, como se fosse a mesma coisa com todos, pode ser considerada acompanhante? Não, claro que não.

Em casas de convívio acaba por ser muito natural, por exemplo, de as meninas não gostarem de conversar com o cliente, raras excepções à parte. Por quê? Porque preza-se pela quantidade, e não pela qualidade, e conversar faz gastar um tempo que talvez ela não possa controlar. Isso não quer dizer que não haja pseudo-acompanhantes que não façam o mesmo, há cliente que pensa que, o facto de ela ter honorários mais altos, será uma garantia de um bom atendimento para ele, e não é bem assim; por vezes é possível encontrar pseudo-acompanhantes com honorários altos e estas atenderem ou terem a pretensão de atender o mesmo número de clientes como se estivessem numa casa de convívio, e com o mesmo comportamento que em casas de convívio, com a diferença de que em casas de convívio os honorários são mais baixos e, também, com a diferença de que na casa de convívio, pelo menos, as meninas costumam ser menos hipócritas, dado que, porque o valor é mais alto, é muito natural que pseudo-acompanhantes sejam muito mais falsas com os clientes.

Alguém é forçado a ter que procurar uma acompanhante? Não, assim como, da mesma forma, ela também não aceitará ninguém de forma forçada, ou seja, se não quiser estar com esta pessoa. Mas é preciso saber a diferença, caso contrário se repetem estigmas sobre coisas que hoje já não são como eram.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


outubro 19th, 2009 at 9:00 pm

Companhia das Manhãs - SIC - 5) A vida financeira de uma acompanhante (Uma pequena introdução)

205

assinar posts do blog amante profissional por e-mail grátis

Uma pergunta - habitual - me foi feita no programa, ou melhor, duas: quantos clientes atendo por dia, ou quanto ganho por dia. A questão é que, quando eu atendia enquanto garota de programa - enquanto simples “convívio”, é o termo que melhor se encaixa aqui - essa pergunta até poderia fazer algum sentido - apesar de que, risos, fazendo ou não fazendo sentido, geralmente é uma pergunta que não respondo, em outro post da série volto a explicar o motivo -, mas, enquanto acompanhante, depois que resolvi ser acompanhante e me assumir enquanto acompanhante, a pergunta perdia o sentido total.

Isso porque, ser acompanhante, não é apenas mudar de nome, ou ter um nome mais bonitinho para designar o que faço agora. Significa mudar toda uma atitude também e inclusivamente toda uma rotina. Por exemplo, qual a rotina de uma casa de convívio? Anunciar, atender telefone, atender os clientes que aparecem naquele mesmo dia, fazer atendimentos desde um horário inicial até um horário final. (Note: quando traço diferenças, não estou dizendo que o outro é pior, ou querendo reduzir as outras pessoas, até porque devo dizer que conheço pessoas boas e ruins, éticas ou anti-éticas em vários segmentos deste sector; estou apenas, só isso, traçando diferenças, relatando as coisas como elas são. Da mesma forma que há clientes que preferem acompanhantes, há aqueles que preferem casas de convívio, e cada um tem a sua liberdade e o seu modo de pensar, não estou colocando isto em causa aqui.)

Enquanto acompanhante, a rotina se torna outra. Para começar, porque não tenho um horário de atendimento inicial e final, não fico o dia todo esperando o cliente que vai aparecer, atendendo telefonema por telefonema até alguém decidir vir, eu vou sim é agendando encontros para o longo da semana ou do mês e, no horário do encontro, no horário que foi marcado na agenda, aí sim, pontualmente, estarei à espera daquela pessoa específica que marcou comigo, ou estarei indo me encontrar com esta pessoa caso se trate de um encontro no local dele ou viagem. Não estou dizendo que de modo algum atendo no mesmo dia, estou dizendo que, quando faço uma marcação, é de forma muitíssimo organizada, com uma agenda, e não com uma pessoa que me liga e que, minutos depois, aparece à minha porta. Não vou atender um atrás do outro, muito menos apressar uma pessoa para depois atender outra, há marcações, há horários, há toda uma organização, e há, inclusive, dias que até posso não atender ninguém. Há um pré, um durante e um pós, e tudo isso envolve muita organização, mais que isso, dedicação, até porque, no acompanhamento, a exclusividade ou semi-exclusividade é muito maior.

O que estou dizendo, acima de tudo, é que os meus atendimentos não giram em torno do quanto eu vou ganhar por mês, mas de quem eu vou atender em cada mês. Não, não serei hipócrita de dizer que o dinheiro não é importante - dinheiro compra remédio, compra comida, só quem nunca precisou realmente de dinheiro que um dia poderá dizer uma coisa dessas -, estou dizendo apenas é que a minha vida não gira em torno dele, nem mesmo a minha vida enquanto acompanhante, ou seja, não é para atingir um valor x que gira a minha agenda, o dinheiro acaba por ser, apenas, uma consequência.

Há, inclusive, e tenho mesmo que dizer isso, meses em que a parte financeira pode ser muito diferente de outros meses, digo, inferior, uma diferença muito grande. A questão é que eu não vou, apenas para ganhar mais, ter que reduzir a selecção ou a qualidade das pessoas que atendo, porque isto seria reduzir também a qualidade do meu atendimento e inclusive seria como desvalorizar-me, destruir o meu amor-próprio.

Além do mais, no que toca à parte financeira, isso é uma coisa que uma acompanhante - e não uma pseudo-acompanhante - sabe desde o princípio: há épocas melhores e épocas não tão boas assim. Porém, há meses que compensam outros, há semanas que compensam outras. O que não se pode é, apenas porque a semana anterior foi melhor, fazer de tudo para que esta apresente o mesmo resultado financeiro, digo, funcionar apenas em função do resultado financeiro, porque aí já não seria acompanhamento. Semana passada foi boa para ti? Que bom, fico feliz por você, mas então se contente, não fique logo com o olho maior que a barriga achando que tem sempre que ser assim, se contenha, aprenda a valorizar o que recebeu ao invés de viver daquilo que ainda não ganhou.

Uma acompanhante pode trabalhar sim, para melhorar a sua qualidade, a qualidade do que oferece enquanto entretenimento, melhorar a sua divulgação e comunicação, repensar conceitos, trabalhar com o objectivo de atrair sim, melhores companheiros, melhores homens que ela acompanhará, e, por consequência, naturalmente, é claro que isso trará um resultado financeiro maior. Todavia, se ela pensar apenas no retorno financeiro, e não nas pessoas, é claro que a qualidade vai reduzir, e isso não é característica de uma acompanhante. Ter que atender qualquer um, apenas para ganhar mais um dinheirinho, não será característica de uma acompanhante.

Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Esta é uma série relacionada com uma entrevista dada em Outubro de 2009 ao Programa Companhia das Manhãs da SIC, onde os temas principais foram a vida ou estilo de vida de uma acompanhante, acompanhamento e prostituição de alto nível. Nos posts dessa série há respostas com esclarecimentos adicionais à entrevista, devido às limitações de tempo num trabalho jornalístico. Para acompanhar toda esta série, basta seguir a tag acompanhante no Companhia das Manhãs.

Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Gostou deste blog? Subscreva as Rss Feeds! Pode ainda subscrever via Email pelo Feedburner e acompanhar meu Twitter.


carnitine levitra informatrion levitra overnight virility gum celebrex information cymbalta medication blood purifications immune system support leflunomide hand pain medications without a prescription i need a prescription for viagra online blockers calcium channel levitra levitra side affects yeast diflucan cheapest celebrex herbal antibiotic treatment buy viagra online without prescription buy cialis without a prescription itching skin severe order cardizem quitting zyban parasite medications drug zyban ultram cod order viagra online in germany stress immune system cheap cialis sale online real levitra online diet hoodia gordonii flu vaccine natural constipation cure meclizine medication dental antibiotics home treatments for nausea buying generic cialis cialis 5 mg bladder control women antibiotic natural levitra side affects generic cheap viagra diazepam 10 mg gout medicine purchase Viagra taking viagra after cialis klonopin natural cure arthritis signs of a blood clot weight loss solution clomid while pregnant levitra side effects canada tadalafil hoodia fast hair loss products best price for cialis where can i order viagra buy energy patch how does osteoporosis occur generic for zocor naturally lower cholesterol blood pressure hoodia gordonni antifungal strategies order allegra viagra order safe weight loss product celexa buy dog weight loss bronchitis pregnancy buy viagra online no prescription gonorrhea women symptoms natural cure for constipation beta blocker drugs persistent diarrhea buy stopping diabetes viagra order online medication avapro canada online pharmacy viagra viagra in mexico diflucan otc norvasc 5mg order viagra how to buy cialis prednisone buy treatments for infertility cheap online viagra new diet supplements prescription flomax buy cialis generic lipitor order viagra online usa discount cialis online viagra free weight loss success buy cialis generic online evista prescription alternative therapy for rheumatoid arthritis us pharmacy order erectile dysfunction medications side effects ativan skin cell i need a prescription for viagra online discount cialis online medication metformin norvasc 5mg scabies teatments teeth whitening product diabetes medical wrinkle face levitra online pharmacy cialis softgel pills for acne gout in the foot levitra cheapest penis enlargement free claritin allergies bladder control women order viagra removing dark spots from face viagra online overnight levitra buy levitra ordering viagra purchase cialis anti swelling drugs how to stop the pain horny goat weed flonase otc loss of hair eczema vs psoriasis how to buy viagra online acceptable blood pressure buspar cheap viagra online prescription breast cost enhancement discount drug viagra natural arthritis cures cialis canada pharmacy cialis best price cialis online without prescription diarrhea treatment for dogs best online pharmacy cialis information on cholesterol latest treatment for heart attack cialis rx celexa generic natural antibiotic anti-biotic order viagra online claritin dosages generic for actos professional viagra oral fluconazole