Vira e mexe chega aos nossos ouvidos a notícia de que alguma menina - acompanhante - ou casa de convívio foi roubada. O babado da semana é sobre uma casa de convívio no Porto, que foi roubada por dois assaltantes.
Vendo assim de fora, o raciocínio dos assaltantes me parece óbvio: foram em dois porque supõem que em dois conseguem alguma vantagem caso haja apenas uma presença masculina na casa - um chulo, um namorado de alguma das meninas, um segurança.
Está muito claro o quanto se pensa que, o dinheiro que ela ganha, é fácil, como se lhe caísse ao colo, como se entre as pernas dela houvesse uma máquina registadora, e não parasse de entrar dinheiro. Daí um assaltante, quando rouba uma casa de convívio, pensa que, rapidamente, ela poderá ter retorno daquele dinheiro que lhe foi tomado, como se nem lhe fizesse falta, como se nem tivesse sido difícil ganhá-lo, mas não é bem assim, tem casos em que a menina tem que fazer vários e vários e vários clientes para ganhar uma pequena quantia, fora o facto de às vezes ter que pagar diária, e fora que, amanhã, nunca há garantia de que você vai ganhar o mesmo que ganhou ontem, acrescente-se o trauma psicológico também, o medo, o pânico, a revolta, nada disto ajuda.
Na maioria dos casos, estes assaltantes aparecem como se fossem clientes, e é por isto que muito cliente não entende que, certos comportamentos de uma acompanhante ou de uma casa de convívio, têm que ser como são porque nunca se sabe se é mesmo um cliente ou um possível assaltante convidando a si próprio para entrar no apartamento dela…
P.S.: Em geral, quando ouvimos falar de um assalto em uma casa de convívio, logo a seguir ouvimos falar sobre outro assalto em outra casa de convívio em alguma cidade vizinha. Meninas fiquem em alerta e avisem as outras.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Tem muito aspirante a cliente que, sem maldade nenhuma até, de vez em quando tem um ou outro comportamento impensado, ou talvez meio imbecil, digamos, e mal sabe ele que, este comportamento, pode fazer com que ele seja confundido com um aspirante a cliente aldrabão ou pior que isso, alguém que tem por intuito lesar de forma até mais grave uma acompanhante ou garota de programa.
É que tem gente que, mal te conhece, e já se acha íntimo para poder brincar, fazer piadinha, fazer pergunta que no momento não interessa, ou não vem ao caso para o que interessa para o momento…
Tenho certeza mais do que absoluta de que, não uma e nem duas, mas várias vezes, interpretei de forma errada algumas brincadeirinhas. Mas prefiro interpretar assim alguns comportamentos, do que deixar para lá, fingir que não é nada… e de repente ser.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Algumas dicas de segurança para garotas de programa e acompanhantes:
1- Ou você contrata o Superman como teu segurança ou a primeira dica é mesmo esta: Evitar vulnerabilidades. Se deixar a porta aberta, alguém irá entrar. O que estou dizendo com isso? Maior o número de clientes, maior a probabilidade de algum não ser confiável. Está naquele dia em que não está muito bem, mas mesmo assim resolveu atender clientes? Por que não tira folga, Mulher Maravilha? Aquele dia que você não estiver muito legal significa que estará menos atenta, assim sendo o risco vai ser maior para você. Evite vulnerabilidades, lembre-se disso.
2- Atenção ao telefone: é preciso interpretar tudo o que ele diz antes de ir aceitando uma primeira marcação. Se você não é independente, tome cuidado com as indicações, ninguém melhor que você para escolher os seus clientes, e algumas pessoas - proxenetas ou agentes - por vezes são capazes de te dizerem que conhecem o cliente, apenas em função da comissão que ganham com o seu atendimento.
3- Não atenda aquele cara que pergunta se você está sozinha ou que parece mais preocupado com o facto de você estar sozinha ou não. Sinal de perigo! Para começar, não é da conta dele se você está sozinha ou não, o que interessa é que, no momento do atendimento, na hora que estarão os dois juntos, aí sim, vocês estejam sozinhos, não interessa se tem ou não alguém dentro da sua casa, desde que não prejudique a privacidade de vocês não tem problema nenhum, e você sabe o que estou querendo dizer, o cara que está muito preocupado se tem mais alguém em sua casa, na verdade, só está preocupado em querer saber se vai ser fácil ou não fazer algo contra ti.
4- Tanto ao telefone, quanto também em relação àquele cara que já esteve contigo algumas vezes, olho aberto em relação àquele que quer saber demasiado da sua vida, digo, perguntas mais invasivas, exemplo “quanto você ganha?”, “quantos clientes atende por dia?”, afinal de contas estas informações não são da conta nem da sua melhor amiga, muito menos então dos seus clientes.
5- Das meninas que conheço, que sofreram algum tipo de agressão desse tipo, digo, após abrirem a porta a um desconhecido que marcou como cliente, maioria, mesmo grande maioria, relata que a pessoa que marcou o encontro ligou de um número privado. Assim sendo, deixar de aceitar marcações de pessoas com número não identificado é uma boa forma de reduzir os riscos.
6- Não mostre a sua casa inteira para o seu cliente. Ele não precisa saber se tem mais alguém escondido dentro da sua casa, como também não precisa saber onde há portas ou janelas por onde possa escapar caso já tenha alguma má intenção para consigo. Sendo o teu território, é bom que você o conheça melhor que ele.
7- Ao marcar um primeiro encontro no seu apartamento, não dê o endereço completo para ele. Dê o nome da rua, ou uma referência.
8- No caso de um encontro externo - hotéis, residências -, sempre conferir todos os dados do cliente (nome completo, endereço, telefone, etc.) e não se esquecer de ter sempre alguém avisado sobre o horário do seu atendimento e o horário em que você deve estar de volta. Esta pessoa deverá te contactar para confirmar que está tudo bem contigo.
9- Ficou sabendo que alguma colega passou por alguma situação de constrangimento (roubo, violação, agressão) quando atendia um cliente? Não tem que ficar calada não, tem que colocar a boca no trombone, porque, se você se cala, outras colegas suas passarão pela mesma situação. Se você já tem um tempinho na actividade, já sabe: quando por exemplo um homem resolve invadir um apartamento de convívio, com o intuito do roubo e/ou violação, ele faz isso num apartamento e logo a seguir em outro, na mesma cidade, por vezes no mesmo mês, na mesma semana ou no mesmo dia, só depois disso que ele muda de cidade, e começa a fazer o mesmo em outras redondezas. Por que é que isso acontece? Justamente porque as meninas se calam. (Até porque, se elas dividissem informação com mais frequência, as outras estariam alertadas e um homem destes não arriscaria tanto.) Muitas não chamam a polícia por serem estrangeiras e estarem em condição ilegal no país, outras com medo de serem desrespeitadas pela polícia em função da actividade - e os direitos humanos??? -, outras, no caso de uma violação, pelo mesmo motivo que qualquer outra mulher, o constrangimento, e outras por medo de que o mesmo volte a acontecer. Mas é preciso estimular a comunicação no sector, porque, se as acompanhantes e garotas de programa ficam avisadas, podem tomar medidas mais seguras. (Nota: se você é acompanhante ou garota de programa, e sofreu algum tipo de agressão, roubo ou violação, ou ficou sabendo de algo que aconteceu recentemente, e quer dividir isso com o sector, pode me mandar o seu relato para o meu e-mail, paulaleeportugalARROBAyahoo.com.br, que, de forma anónima, utilizarei este blog como forma de transmitir a informação às colegas.)
10- Não entre em paranóia, mas é sempre bom ter uma nova estratégia de segurança, e, claro, jamais contar para os seus clientes qual estratégia é esta, porque afinal, se você conta, uma pessoa com má intenção saberá exactamente como te deixar indefesa.
UMA NOTA:
É claro que, muitas das dicas de segurança acima, estabelecerão - ou parecerão estabelecer -, de certo modo, alguma distância - também - com aquele cliente que, afinal, não tem más intenções para com a garota de programa ou acompanhante. Entretanto, se ele for um bom cliente, e bom homem, ou seja, não tiver realmente más intenções, é claro que compreenderá perfeitamente estas medidas de segurança que são necessárias.
É claro que sempre tem homem que implica com isso, com os comportamentos de defesa que temos. Mas o bom homem não só respeita como também acha muito bem que nos comportemos assim, afinal de contas, aquele que gosta de nós, quer o nosso bem.
Há pessoas, também, que querem a confiança logo no primeiro dia. Mas confiança é algo que uma pessoa conquista, aos poucos, e em todo tipo de relacionamento é necessário dar tempo para que a relação evolua, gradualmente.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Ao longo desses anos todos do blog, muita gente me pediu a mesma coisa: que colocasse aqui algumas dicas de segurança para acompanhantes e garotas de programa.
Mas nem sempre as pessoas compreenderam a minha posição: a partir do momento que coloco certas dicas no blog, acabo por colocar certas informações que podem ser usadas por pessoas com má intenção. Digo, se explico aqui no blog como é que garotas de programa e acompanhantes fazem para se defenderem, quem tem má intenção pode usar estas informações para mais facilmente conseguirem prejudicá-las. Se eu sei em qual dedo está doendo a sua unha encravada, é só eu pisar no pé certo.
Todavia, o que aconteceu nos últimos tempos, melhor diria, de uns anos para cá, é que muita gente entrou no sector, pelo menos aqui em Portugal.
E daí, não entra gente no sector o tempo todo? Qual a diferença? - pergunta você.
A diferença é que, nos últimos anos, entrou muita gente no sector que não conhecia o sector, que nem sabia o que era o sector e como as coisas funcionam.
Onde é que estou querendo chegar com isso?
Veja bem… Digamos que as acompanhantes e garotas de programa têm uma certa norma de segurança, todas elas fazem o mesmo. O cliente, claro, não vai estranhar, ele já está acostumado, sabe das regras que elas têm, e nem questiona também, as coisas são assim e pronto, ponto final. Entretanto, se de repente uma ou outra vai fazendo tudo diferente, e principalmente porque não sabem que as coisas não são assim, é claro que, com o tempo, o cliente também vai achar que aquilo ali que é o normal, dado ter um grande número de mulheres que faz a mesma coisa do mesmo jeito. E se ele acha que aquilo ali é o normal, mais cedo ou mais tarde a segurança das outras também estará comprometida, dado que, depois que o cliente se adaptou a algo errado, depois é difícil fazê-lo adaptar-se a algo certo.
Em função disso, do grande grupo que entra no sector sem saber estas noções básicas de segurança para acompanhantes e garotas de programa, que resolvi escrever sobre o assunto.
Este post é apenas uma introdução, mas, no próximo desta série, trarei as tais 10 dicas de segurança para garotas de programa e acompanhantes.
Como expliquei, serão as dicas básicas, essenciais, fico limitada neste sentido, não posso colocar certas coisas que, afinal, possam comprometer a segurança das garotas de programa ou acompanhantes, até porque, se assim fosse, a consequência seria contrária ao objectivo desse post.
…
Esse post faz parte de uma série e terá continuação. Para continuar acompanhando esta série, basta seguir a tag 10 dicas de segurança.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Acabei de ouvir agora, no telejornal, a notícia sobre 3 mulheres terem sido violadas em Lisboa nos últimos 12 dias, sendo que duas delas são trabalhadoras do sexo.
Uma chegou até a ser seguida pelo violador, enquanto que as outras duas foram violadas em seus apartamentos.
Segundo a polícia, não será o mesmo violador, e eu concordo, se bem que acho que, no que diz respeito ao violador das trabalhadoras do sexo, poderá ser o mesmo sim.
Eu só espero que não se esqueçam do homem que anda a violar as trabalhadoras do sexo. Não é por serem trabalhadoras do sexo que a dor de uma violação será menor, violação é sempre uma violação e uma mulher é sempre uma mulher, e deve ser respeitada como tal.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
Então um cara estava me perguntando um tempo atrás:
«Imagina que vou numa casa de convívio. Vou porque quero sexo, ela está lá porque precisa de dinheiro e vai me oferecer o sexo que preciso. E ponto, não queremos ser amiguinhos, nem eu dela e nem ela de mim, eu dou o que ela quer, ela me dá o que quero, é uma troca justa e consciente de ambas as partes, há algo de desumano nisso?»
No que eu estava explicando para ele: Vocês não precisam, obrigatoriamente, se tornarem os melhores amigos apenas porque foram para a cama. O que quero dizer, apenas, é que não são e nem devem ser inimigos, ou seja, não devem se comportar como tal.
…
É claro que não estou falando de clientes de escorts, cuja postura não tem nada a ver com esse post ou com o anterior. Mas se insisto em falar no assunto é porque, como disse, para mim não há diferença, não há ninguém melhor que ninguém, e, o respeito, é algo que deveria ser dado a todos.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.
«(…)Mais uma vez tens razão, no que escreveste acerca das trabalhadoras do sexo. Pouca gente haverá que se preocupará com elas. Depois de fazerem sexo com elas, já nada lhes interessa, ou, melhor dizendo, só lhes interessa despejar os tomates e na grande maioria dos casos é a único motivo para se aproximarem delas. Não as vêem como seres humanos, e têm um total desprezo por elas. Depois são capazes de olhar ou fugir, como se fossem leprosos. É triste, muito triste.(…)»
Gostei da palavra que ele utilizou, leprosos. Porque de facto é assim: para alguns, a única coisa que interessa é o contacto sexual com a ‘prostituta’, mas depois existe aquele nojo dela, como se ela fosse um poço de doenças, como se ela não fosse digna de andar na mesma calçada, e aí é estranho, estranho e contraditório, sexo e nojo, fazer sexo com alguém por quem se sente nojo, não é estranho?
…
Não falarei apenas da posição de alguns clientes, porque devo dizer que também, para algumas profissionais, o leproso é o cliente. Serve o dinheiro dele, mas não serve mais nada, “Já está? Então adeus, já vai tarde.”
…
E se for para ficar olhando para quem é que tem a culpa, quem é que apenas está reagindo à atitude arrogante e esquiva do outro, a gente nunca chega em lado nenhum. De facto, assim penso, a culpa não é de nenhum dos dois, e ao mesmo tempo dos dois, que podiam mudar a situação. A culpa é de uma sociedade misógina, castradora e hipócrita, e as relações entre prostitutas e clientes não são assim tão diferentes - não de todo - das relações entre homens e mulheres. Há boas e más relações entre homens e mulheres, e a relação entre prostitutas e clientes também será um reflexo disso.
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Hoje, 17 de Dezembro, é o Dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadores do Sexo.
48 trabalhadoras do sexo foram mortas pelo americano Gary Leon Ridgway, e a partir de então o dia 17 de Dezembro se tornou o dia Internacional Contra a Violência sobre Trabalhadores do Sexo. Gary, que pegou prisão perpétua, matava trabalhadoras do sexo porque pensava que nunca seria apanhado.
E, realmente, nem estava completamente errado, digo, podia ser que, se não fosse o grande número de mulheres, nem tivessem dado pela ausência delas. Por quê? Porque quase ninguém se importa.
Falemos sinceramente, sejamos hipócritas mas não tanto: quem se importa, quem realmente se importa com a morte ou a violência sofrida por uma prostituta, diz lá, quem, quem, quem? Eu te respondo: quase ninguém.
E por quê? Eu te digo: porque, quando se trata de violência contra uma ‘prostituta’, a atitude quase geral é de conformismo. “Ah, são ossos do ofício, é um risco que uma mulher dessa vida corre mesmo”, é assim que dizem, como se a violência sofrida fosse uma coisa que tivesse que ser considerada normal, só porque ela é prostituta.
É como se ela quase merecesse isso, é uma prostituta e então está tudo bem, não tem problema.
Estamos falando de mulheres e homens, de seres humanos, não apenas de ‘trabalhadores do sexo’. Estamos falando de pessoas, de vidas humanas, não das suas profissões.
Todavia, o que acontece é que, quando se trata de trabalhadores do sexo, é como se o olhar se tornasse diferente, é como se a violência se tornasse mais “normal” se aplicada a este grupo. Para você está tudo bem matarem os farmacêuticos, desde que não matem os médicos, a profissão faz deles pessoas diferentes, e aí um pode morrer, o outro não… (?!)
É o que acontece com a “prostituta”, todo mundo pensa que a conhece, todo mundo a julga, e todo mundo se acha melhor que ela também. Ela não é digna, é o que todo mundo pensa, e eu tô cansada de ouvir aquela mesma pergunta, se eu não gostaria de ter uma vida mais digna, cacete, eu tenho uma vida digna, eu sou uma pessoa digna, não é o facto de ser escort - ou se fosse o que quer que fosse dentro desta indústria - que muda o que sou, e cá eu só lamento se não me faço de coitadinha como esperavam, só lamento que eu não me ache - porque realmente não sou - pior que ninguém, ou indigna, ou algo do género, pelo contrário, eu me acho uma igual, de igual valor, então guarda o lencinho porque não vai ver lagriminha caindo não, sinto muito.
Mas sim, tenho a total noção de como os trabalhadores do sexo são vistos pela sociedade, ou são os marginais ou são os coitadinhos, mas jamais seres humanos - e que como tal merecem o mesmo respeito e tratamento. Esta última fotografia reflecte o que quero dizer aqui: estou falando de direitos humanos. Porque toda vez que se fala em violência contra trabalhadores do sexo, a primeira coisa que se fala é de uma regularização da profissão, como se só a profissão importasse, como se o trabalhador do sexo só pudesse e devesse ser respeitado se tiver os seus “direitos trabalhistas”, e aí eu lembro de uma colega que uma vez quis ir à polícia dar uma queixa de uma violência sofrida, mas que depois me disse “Como poderei reclamar disso se minha actividade é ilegal?”, no que eu respondi para ela “Sua actividade não é ilegal, só não está regularizada perante a lei, e além disso, antes de atacar a sua actividade, foi você, a sua pessoa que foi atacada, que sofreu uma violência, não é o facto de não ter direitos trabalhistas que implica que com isso você tenha perdido os seus direitos humanos”, porque é isso o que acontece também, a sociedade o tempo todo empurra os trabalhadores do sexo para debaixo do tapete, como se fossem sempre o lixo da rua, que o próprio trabalhador do sexo, muitas vezes, perde a noção do seu valor enquanto gente, antes de ser um profissional, seja de qual área for.
Se você se importa
Como disse, quase ninguém se importa.
Mas, se você se importa, celebre este dia, seja você trabalhador do sexo ou não.
Como? O símbolo desta data é o guarda-chuva vermelho, como podem ver nas imagens desse post. Se tiver um blog, escreva sobre isso, ou insira a imagem, ou então substitua a sua foto por um guarda-chuva vermelho nas redes sociais.
Abaixo alguns links onde podem saber mais da história desta data, ou pegar as imagens de guarda-chuvas vermelhos.
1- À Alexandra Oliveira, que lembrou da data antes de todo mundo e forneceu os links acima.
2- Ao GAT.
Paula Lee é blogueira, autora do livro Alugo o meu Corpo e acompanhante. Enquanto escort atende em Lisboa diariamente, para marcar encontro deve ligar de um telemóvel identificado para o +351 967262559.